SNEL11 alcança 70 mil cotistas após oferta de R$ 620 mi
O fundo imobiliário SNEL11 celebrou um novo marco ao alcançar 70 mil cotistas, apenas duas semanas após superar a barreira de 65 mil. O avanço reflete o encerramento de sua quarta emissão de cotas, concluída em um cenário de juros elevados e menor apetite ao risco, que ainda assim resultou em captação superior a R$ 620 milhões. O desempenho reforça a atratividade do veículo em nichos além dos segmentos imobiliários tradicionais.
Com os recursos, o valor de mercado do fundo passou a girar em torno de R$ 950 milhões, posicionando o SNEL11 entre os maiores FIIs dedicados integralmente a ativos de energia renovável no país. Esse salto consolida a tese de diversificação setorial e amplia o leque de alternativas de renda isenta para o investidor pessoa física.
Desde o início, a expansão da base acompanha a evolução do portfólio. O fundo saiu de aproximadamente 3 mil para cerca de 70 mil cotistas, evidenciando tração consistente e confiança crescente no case. O movimento indica demanda por instrumentos que combinem previsibilidade de fluxo com lastro em infraestrutura energética distribuída.
A gestora reporta patrimônio total sob administração próximo de R$ 3,3 bilhões após a oferta, com o SNEL11 figurando entre os principais vetores de crescimento da casa. Para Victor Duarte, CIO da Suno Asset, a trajetória marca a consolidação de uma abordagem inédita nos FIIs, ao ocupar o espaço entre galpões, lajes e crédito com um veículo estruturado de energia. “Isso amplia o leque de escolhas de forma saudável”, disse.
Patamar de capitalização mais robusto também abre portas comerciais. Segundo Duarte, o ganho de escala permite acesso a ativos maiores e negociações diretas com grupos relevantes do setor — “com cerca de R$ 1 bilhão, conseguimos sentar em mesas que antes não sentávamos”, resume o executivo. Essa mudança reposiciona o fundo no ecossistema de geração distribuída.
O SNEL11 atua no desenvolvimento, aquisição e acompanhamento de usinas de GD, com contratos majoritariamente take or pay e de energia compensada, que oferecem prazos longos e previsibilidade de receitas. Parte dos ativos em pipeline vem sendo adquirida abaixo do preço de tela, estratégia que favorece criação de valor e mitiga diluição para o cotista, reforçando a disciplina alocativa.


