Surfando a demanda por crédito e equity nos mercados emergentes – quem diria – o Tesouro Nacional voltou ao mercado internacional de dívida e captou US$ 4,5 bilhões com um novo bond de 10 anos e a reabertura de outro, com vencimento em 30 anos.
O novo bond, com vencimento em 2036, levantou US$ 3,5 bilhões com yield de 6,40%, abaixo do price talk de 6,70%, segundo fontes que acompanharam a operação. A demanda por esse título ficou próxima a US$ 8 bilhões.
Na reabertura do Global 56, o Tesouro captou US$ 1 bilhão a um yield de 7,30%. O título negociava no secundário a 7,25%, e o price talk era de 7,60%. A demanda por esse papel foi próxima a US$ 4 bilhões.
Com as novas emissões, o Tesouro quer promover a liquidez da curva soberana em dólar – que serve de referência para as emissões corporativas – além de antecipar pagamentos de dívidas em moeda estrangeira.
Os coordenadores foram HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo.
O Brasil havia acessado o mercado internacional pela última vez em novembro, quando captou US$ 1,5 bilhão em bonds sustentáveis com vencimento em 2033; e mais US$ 750 milhões na reabertura do Global 2035.
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