Por Katherine K. Chan, Repórter
A atividade de crédito do setor bancário filipino expandiu ao ritmo mais lento em quase dois anos no final de 2025, à medida que os empréstimos tanto para consumidores quanto para atividades empresariais diminuíram, informou o Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP).
Com base em dados preliminares do BSP divulgados na segunda-feira à noite, o total de empréstimos em aberto de bancos universais e comerciais, líquidos de acordos de recompra reversa, cresceu 9,2% ano a ano no final de dezembro para P14,349 biliões de P13,138 biliões.
Este foi o crescimento de crédito mais lento registado em 22 meses ou desde os 8,6% observados em fevereiro de 2024.
Foi também a primeira vez desde abril de 2024 que o crédito bancário cresceu a um ritmo de um dígito.
Mês a mês, o ritmo de crédito abrandou face ao crescimento de 10,3% registado no final de novembro.
Numa base ajustada sazonalmente, o crédito bancário caiu 2% mês a mês.
Os empréstimos em aberto a residentes situaram-se em P14,046 biliões no final do ano, um aumento anual de 9,7% ano a ano face aos P12,808 biliões. Este valor foi inferior à expansão de 10,7% observada em novembro.
O crédito para atividades de produção de residentes representou a maior parte ou 84,4% dos empréstimos em aberto dos bancos no final de dezembro. O restante foram empréstimos ao consumidor (13,5%) e não residentes (2,1%).
Os dados do BSP mostraram que os empréstimos para atividades de produção cresceram 8% anualmente para P12,114 biliões no ano passado face aos P11,216 biliões em 2024. Isto abrandou face ao crescimento de 9% observado nos 11 meses até novembro.
Isto foi impulsionado pelo aumento de 26,8% no crédito para o setor de fornecimento de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado. Os empréstimos concedidos para comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos motorizados e motociclos também cresceram 10,8%, seguidos pelas atividades imobiliárias (8,3%) e atividades financeiras e de seguros (3,9%).
Entretanto, os empréstimos ao consumidor a residentes atingiram P1,932 biliões no final de dezembro, um aumento de 21,4% face aos P1,592 biliões há um ano. O crescimento dos empréstimos ao consumidor abrandou face aos 22,9% no final de novembro.
Isto, à medida que os empréstimos com cartão de crédito saltaram 27,7% para P1,193 biliões no final de dezembro, abrandando face ao crescimento de 29,5% no mês anterior.
Os empréstimos para veículos motorizados também aumentaram 15,5% para P524,86 mil milhões, mais lento do que o crescimento de 16,3% em novembro.
Os empréstimos para salários de uso geral totalizaram P166,807 mil milhões no final de dezembro, traduzindo-se numa expansão mais lenta de 5,6% face aos 6,4% no final de novembro.
Por outro lado, o crédito a não residentes contraiu 8,1% para P303,208 mil milhões, marcando um declínio mais acentuado face aos -4,5% registados no final de novembro. Estes incluem empréstimos desembolsados pelas unidades de depósitos em moeda estrangeira dos grandes bancos.
CRESCIMENTO DA LIQUIDEZ ABRANDA
Entretanto, dados separados do BSP mostraram que o crescimento da liquidez caiu para o nível mais fraco em quatro meses, a 7%, em dezembro. Este valor foi também inferior ao aumento de 7,6% no mês anterior.
A liquidez doméstica (M3) — uma medida da quantidade de dinheiro na economia que inclui moedas em circulação, depósitos bancários e outros ativos financeiros facilmente convertíveis em dinheiro — situou-se em P20,108 biliões no final do ano.
"Após ajuste para flutuações sazonais, o M3 manteve-se amplamente estável desde novembro", afirmou o banco central num comunicado.
As reivindicações domésticas, que incluem reivindicações de entidades privadas e governamentais, subiram 10,1% ano a ano para P22,588 biliões, abrandando face ao crescimento de 10,6% em novembro.
Isto ocorreu à medida que o crédito bancário moderado a corporações privadas não financeiras e famílias arrastou o crescimento das reivindicações sobre o setor privado para 10,1% face aos 11,1% há um mês. As reivindicações do setor privado atingiram P14,512 biliões durante o período.
Entretanto, o BSP afirmou que empréstimos mais elevados aumentaram as reivindicações líquidas sobre o governo central em 10,8% para P6,135 biliões. No entanto, este valor foi inferior ao crescimento de 11% observado no final de novembro.
Os dados do banco central também mostraram que os ativos estrangeiros líquidos (NFA) em termos de peso subiram 6,1% em dezembro face aos 4,4% do mês anterior.
Discriminados, os NFAs do BSP aumentaram 5,3%, subindo face aos 1,9% do mês anterior.
Por outro lado, os NFAs dos bancos subiram 13% anualmente impulsionados por maiores participações em títulos de dívida denominados em moeda estrangeira. No entanto, isto marcou um abrandamento acentuado face ao ritmo de 26,9% em novembro.
Os NFAs refletem a diferença entre as reivindicações e passivos das empresas depositárias a não residentes.
"O BSP monitoriza os empréstimos bancários porque são um canal de transmissão fundamental da política monetária", afirmou o banco central. "Perspetivando o futuro, o BSP garantirá que a liquidez doméstica e as condições de crédito bancário permaneçam consistentes com os seus mandatos de estabilidade de preços e financeira."

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