Por Katherine K. Chan, Repórter A atividade de concessão de crédito do setor bancário das Filipinas expandiu ao ritmo mais lento em quase dois anos no final de 2025, uma vez que os empréstimos paraPor Katherine K. Chan, Repórter A atividade de concessão de crédito do setor bancário das Filipinas expandiu ao ritmo mais lento em quase dois anos no final de 2025, uma vez que os empréstimos para

Crescimento de empréstimos dos bancos filipinos desacelera para mínima de quase 2 anos

2026/02/10 09:42
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Por Katherine K. Chan, Repórter

A atividade de crédito do setor bancário filipino expandiu ao ritmo mais lento em quase dois anos no final de 2025, à medida que os empréstimos tanto para consumidores quanto para atividades empresariais diminuíram, informou o Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP).

Com base em dados preliminares do BSP divulgados na segunda-feira à noite, o total de empréstimos em aberto de bancos universais e comerciais, líquidos de acordos de recompra reversa, cresceu 9,2% ano a ano no final de dezembro para P14,349 biliões de P13,138 biliões.

Este foi o crescimento de crédito mais lento registado em 22 meses ou desde os 8,6% observados em fevereiro de 2024.

Foi também a primeira vez desde abril de 2024 que o crédito bancário cresceu a um ritmo de um dígito.

Mês a mês, o ritmo de crédito abrandou face ao crescimento de 10,3% registado no final de novembro.

Numa base ajustada sazonalmente, o crédito bancário caiu 2% mês a mês.

Os empréstimos em aberto a residentes situaram-se em P14,046 biliões no final do ano, um aumento anual de 9,7% ano a ano face aos P12,808 biliões. Este valor foi inferior à expansão de 10,7% observada em novembro.

O crédito para atividades de produção de residentes representou a maior parte ou 84,4% dos empréstimos em aberto dos bancos no final de dezembro. O restante foram empréstimos ao consumidor (13,5%) e não residentes (2,1%).

Os dados do BSP mostraram que os empréstimos para atividades de produção cresceram 8% anualmente para P12,114 biliões no ano passado face aos P11,216 biliões em 2024. Isto abrandou face ao crescimento de 9% observado nos 11 meses até novembro.

Isto foi impulsionado pelo aumento de 26,8% no crédito para o setor de fornecimento de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado. Os empréstimos concedidos para comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos motorizados e motociclos também cresceram 10,8%, seguidos pelas atividades imobiliárias (8,3%) e atividades financeiras e de seguros (3,9%).

Entretanto, os empréstimos ao consumidor a residentes atingiram P1,932 biliões no final de dezembro, um aumento de 21,4% face aos P1,592 biliões há um ano. O crescimento dos empréstimos ao consumidor abrandou face aos 22,9% no final de novembro.

Isto, à medida que os empréstimos com cartão de crédito saltaram 27,7% para P1,193 biliões no final de dezembro, abrandando face ao crescimento de 29,5% no mês anterior.

Os empréstimos para veículos motorizados também aumentaram 15,5% para P524,86 mil milhões, mais lento do que o crescimento de 16,3% em novembro.

Os empréstimos para salários de uso geral totalizaram P166,807 mil milhões no final de dezembro, traduzindo-se numa expansão mais lenta de 5,6% face aos 6,4% no final de novembro.

Por outro lado, o crédito a não residentes contraiu 8,1% para P303,208 mil milhões, marcando um declínio mais acentuado face aos -4,5% registados no final de novembro. Estes incluem empréstimos desembolsados pelas unidades de depósitos em moeda estrangeira dos grandes bancos.

CRESCIMENTO DA LIQUIDEZ ABRANDA
Entretanto, dados separados do BSP mostraram que o crescimento da liquidez caiu para o nível mais fraco em quatro meses, a 7%, em dezembro. Este valor foi também inferior ao aumento de 7,6% no mês anterior.

A liquidez doméstica (M3) — uma medida da quantidade de dinheiro na economia que inclui moedas em circulação, depósitos bancários e outros ativos financeiros facilmente convertíveis em dinheiro — situou-se em P20,108 biliões no final do ano.

"Após ajuste para flutuações sazonais, o M3 manteve-se amplamente estável desde novembro", afirmou o banco central num comunicado.

As reivindicações domésticas, que incluem reivindicações de entidades privadas e governamentais, subiram 10,1% ano a ano para P22,588 biliões, abrandando face ao crescimento de 10,6% em novembro.

Isto ocorreu à medida que o crédito bancário moderado a corporações privadas não financeiras e famílias arrastou o crescimento das reivindicações sobre o setor privado para 10,1% face aos 11,1% há um mês. As reivindicações do setor privado atingiram P14,512 biliões durante o período.

Entretanto, o BSP afirmou que empréstimos mais elevados aumentaram as reivindicações líquidas sobre o governo central em 10,8% para P6,135 biliões. No entanto, este valor foi inferior ao crescimento de 11% observado no final de novembro.

Os dados do banco central também mostraram que os ativos estrangeiros líquidos (NFA) em termos de peso subiram 6,1% em dezembro face aos 4,4% do mês anterior.

Discriminados, os NFAs do BSP aumentaram 5,3%, subindo face aos 1,9% do mês anterior.

Por outro lado, os NFAs dos bancos subiram 13% anualmente impulsionados por maiores participações em títulos de dívida denominados em moeda estrangeira. No entanto, isto marcou um abrandamento acentuado face ao ritmo de 26,9% em novembro.

Os NFAs refletem a diferença entre as reivindicações e passivos das empresas depositárias a não residentes.

"O BSP monitoriza os empréstimos bancários porque são um canal de transmissão fundamental da política monetária", afirmou o banco central. "Perspetivando o futuro, o BSP garantirá que a liquidez doméstica e as condições de crédito bancário permaneçam consistentes com os seus mandatos de estabilidade de preços e financeira."

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