O dólar fechou esta terça-feira (10) em alta de 0,17%, a R$ 5,19, permanecendo pela segunda sessão consecutiva abaixo de R$ 5,20. O movimento foi influenciado principalmente pelo ambiente externo, com valorização da moeda americana frente à maioria das divisas de países emergentes.
Analistas apontam que investidores realizaram ajustes em suas posições diante da expectativa por novos dados econômicos dos Estados Unidos, como o payroll (relatório oficial de empregos) e o índice de preços ao consumidor (CPI).
Em fala ao Broadcast, economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, afirmou que o avanço do dólar reflete um movimento de correção após a moeda ter atingido o menor nível em quase dois anos.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação, subiu 0,33% em janeiro, próximo da mediana das projeções do mercado. Em 12 meses, a inflação passou de 4,26% para 4,40%.
Apesar da leitura considerada mais pressionada em termos qualitativos, economistas mantêm a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie um ciclo de corte da taxa Selic em março, com redução de 0,50 ponto porcentual, para 14,50% ao ano.
No exterior, investidores acompanham indicadores que podem influenciar a política monetária americana. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou próximo da estabilidade, ao redor de 96,800 pontos no fim da tarde.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Dados divulgados nesta terça mostraram que as vendas no varejo dos Estados Unidos ficaram estáveis em dezembro, abaixo da expectativa de alta. Já o índice de custo do emprego avançou 0,7% no quarto trimestre, também abaixo das projeções.
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