A Petrobras (PETR3; PETR4) encerrou o quarto trimestre de 2025 com produção média recorde de 3,081 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), segundo relatório divulgado na noite desta terça-feira (10).
O volume representa alta de 18,6% na comparação anual. No acumulado do ano, a produção média ficou em 2,960 milhões de boed, avanço de 11,1%.
Na comparação com o terceiro trimestre, houve leve queda de 1,1% na produção. Ainda assim, a estatal informou que 2025 marcou o melhor desempenho da última década em termos de adição de reservas, com crescimento de 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente e índice de reposição de reservas (IRR) de 175%.
O resultado ajudou a impulsionar o Ibovespa nesta manhã, com as ações preferenciais e ordinárias avançando mais de 2% cada. O principal índice da Bolsa brasileira opera em patamar recorde, aos 189.400 mil pontos — alta de 1,87%.
O crescimento foi sustentado principalmente pelo pré-sal, que registrou produção de 2,114 milhões de boed no quarto trimestre, alta de 20,1% em 12 meses.
A Petrobras atribui o resultado à entrada de oito novos poços offshore e ao avanço da produção em plataformas do tipo FPSO, além de ganho de eficiência operacional de 3,6 pontos percentuais em relação a 2024.
A produção comercial de óleo e gás somou 2,737 milhões de boed no período, com crescimento anual de 19,6%.
Apesar do avanço na produção de óleo e gás, a produção total de derivados caiu 6,4% no quarto trimestre, para 1,702 milhão de barris por dia. O Fator de Utilização Total (FUT) do parque de refino ficou em 89%, abaixo dos 95% registrados um ano antes.
A Petrobras explicou que o recuo está ligado à parada para manutenção e à ampliação da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São Paulo, que deve elevar a capacidade de destilação em cerca de 19 mil barris por dia após a conclusão das obras.
As exportações de petróleo cresceram 78,6% no quarto trimestre na comparação anual, alcançando 1,236 milhão de barris por dia. A China respondeu por 52% do volume exportado.
Segundo o diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser, a companhia ampliou contratos com refinarias estatais indianas, válidos até março de 2027, com potencial de até 60 milhões de barris.
Para o Citi, o resultado operacional do trimestre ficou em linha com o esperado, apesar da leve queda na produção em relação ao trimestre anterior e da redução no refino. O banco observa que, mesmo com preços internacionais do petróleo mais baixos, a Petrobras manteve desempenho consistente ao longo de 2025.
O Citi mantém recomendação neutra para as ADRs da Petrobras, com preço-alvo de US$ 12,50, e projeta Ebitda menor no curto prazo, além de dividendos ordinários mais modestos.
Na visão do Banco Safra, apesar do recuo trimestral na produção, o balanço divulgado no dia 5 de março deve apresentar resultados sólidos, influenciado por fatores sazonais.
Ainda assim, tanto o Safra (-9%) quanto o Itaú BBA (-12%) esperam que o Ebitda da estatal recue no quarto trimestre. A principal influência para a queda segundo o Itaú é a queda de 7% do preço do petróleo no período.
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