O Ibovespa voltou a acelerar nesta quarta-feira (11) e escreveu mais um capítulo histórico: o índice saltou 2,03% e fechou aos 189.699,12 pontos, após tocar 190O Ibovespa voltou a acelerar nesta quarta-feira (11) e escreveu mais um capítulo histórico: o índice saltou 2,03% e fechou aos 189.699,12 pontos, após tocar 190

Ibovespa dispara, flerta com 190 mil e crava 11º recorde do ano

2026/02/12 07:15
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Ibovespa dispara, flerta com 190 mil e crava 11º recorde do ano

Ibovespa voltou a acelerar nesta quarta-feira (11) e escreveu mais um capítulo histórico: o índice saltou 2,03% e fechou aos 189.699,12 pontos, após tocar 190.561,18 pontos na máxima intradiária — um novo marco para a bolsa brasileira. Foi o 11º recorde de fechamento em 2026, em uma sequência iniciada em 14 de janeiro. O giro financeiro subiu para R$ 38,6 bilhões, mostrando força renovada do fluxo. No mês, o Ibovespa avança 4,60% e, no ano, acumula 17,73%.

A arrancada ocorreu mesmo com Nova York sem direção clara, reforçando a narrativa de rotação global para emergentes. A abertura foi negativa, mas o índice virou ainda pela manhã e ganhou tração ao longo da tarde, impulsionado por bancos e commodities.

Cotação do dólar hoje

O dólar fechou em queda de 0,18%, a R$ 5,1876, refletindo o fluxo externo e o ambiente ainda favorável a emergentes.

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, “o dólar encaminha para fechamento em queda perante o real”, sustentado por um ambiente internacional favorável ao risco e pela continuidade da rotação global de capitais em direção a ativos de maior retorno.

Ele destaca ainda que, mesmo com o payroll forte nos Estados Unidos reduzindo as apostas de cortes agressivos do Fed, “o mercado tratou o relatório como insuficiente para reverter a tendência de rotação de fluxos para emergentes”, o que permitiu que o real permanecesse forte frente ao dólar.

Fechamento das bolsas americanas:

  • Dow Jones: 38.612,24 pontos (+0,10%)
  • S&P 500: 5.022,21 pontos (0,00%)
  • Nasdaq: 15.893,76 pontos (-0,16%)

Maiores altas e baixas

O rali foi liderado pelas blue chips. Vale (VALE3) subiu 3,49%, enquanto Petrobras (PETR3; PETR4) avançou 3,01% e 1,95%, respectivamente, acompanhando a alta do Brent e repercutindo relatório de produção considerado satisfatório.

Entre os bancos, Bradesco (BBDC4) avançou 2,96% e Itaú (ITUB4) subiu 1,96%, reforçando o peso do setor financeiro na composição do índice.

Do lado corporativo, o radar também incluiu balanços importantes. Segundo Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, “não há grandes novidades para sustentar nem uma queda mais forte, nem uma alta consistente”, destacando que o mercado segue aguardando novos dados e resultados para definir direção mais clara.

Bresciani também ressaltou que, apesar do payroll acima do esperado nos EUA, o dólar recuou no Brasil ajudado pela desvalorização do DXY e pela entrada de recursos externos, enquanto a bolsa foi puxada principalmente por Petrobras e Vale.

Na ponta positiva do Ibovespa, destaque ainda para Suzano (SUZB3)TIM (TIMS3) e Klabin (KLBN11). No lado oposto, quedas pontuais em Totvs (TOTS3)Hapvida (HAPV3) e Pão de Açúcar (PCAR3).

Além do impulso das blue chips, o avanço do Ibovespa também reflete um ambiente doméstico mais construtivo. A curva de juros seguiu cedendo, reforçando a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic a partir de março. Juros futuros em queda e câmbio comportado ampliam o apetite por risco, criando um pano de fundo favorável para o índice sustentar patamares recordes.

Com fluxo estrangeiro consistente, commodities em alta e ambiente macro relativamente estável, o Ibovespa mostra que o rali iniciado em janeiro não perdeu tração — e agora já testa a consolidação acima da marca simbólica dos 190 mil pontos.

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