Notas de dólar em destaque ilustram a movimentação do câmbio em um dia de maior cautela nos mercados globais
Na quarta-feira (11), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,1836, após ter começado o dia cotado a R$5,1691.
O dólar iniciou nesta quinta-feira (12) cotado a R$5,1832. .
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Na quarta-feira (11), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,1863, após ter começado o dia cotado a R$5,1956.
O mercado opera com foco na atividade doméstica e dados que ajudam a calibrar as expectativas na política monetária norte-americana. O volume de serviços no Brasil ganha destaque e ajuda a calibrar as projeções de PIB.
Nos Estados Unidos, o payroll forte reduziu a expectativa de um possível corte de juros na próxima reunião. O próximo índice de preços ao consumidor será decisivo para especular sobre o início do afrouxamento pelo Fed.
Na Europa e em Nova York, os balanços sustentam as bolsas mesmo com dados fracos no Reino Unido. O petróleo recua após revisão na demanda global, limitando o fôlego das commodities.
A divulgação do volume de serviços concentra as atenções nesta manhã. A expectativa é de leve recuo na margem, com manutenção do crescimento acumulado em 12 meses.
O dado é relevante por indicar o ritmo da atividade no início do ano e ajuda a calibrar expectativas quanto à magnitude do próximo corte da Selic.
Após o fechamento, o mercado acompanha o balanço da Vale referente ao quarto trimestre de 2025. O resultado pode influenciar tanto o Ibovespa quanto a dinâmica das ações ligadas a commodities.
O payroll muito acima das projeções alterou as expectativas para a política monetária americana. A criação robusta de vagas reduz a incerteza dos especuladores quanto ao corte de juros.
Investidores aguardam o índice de preços ao consumidor, que será divulgado amanhã. O dado ajudará a calibrar as projeções para os próximos passos do Federal Reserve.
Dirigentes do Fed seguem com discursos mistos. Parte da autoridade monetária sinaliza manutenção da postura atual até que haja maior confiança na trajetória da inflação, mesmo após o mercado de trabalho se confirmar forte.
As bolsas europeias operam em alta, impulsionadas por resultados corporativos. Indicadores fracos do Reino Unido, como o PIB e a produção industrial abaixo do esperado, ficaram em segundo plano diante dos balanços.
Em Nova York, os futuros avançam apoiados por números acima do esperado no setor corporativo. O desempenho reforça a resiliência dos lucros mesmo em ambiente de juros elevados.
O petróleo recua após revisão para baixo na projeção de demanda global. A Agência Internacional de Energia indicou possível recomposição da oferta nos próximos meses.
O ambiente externo mais favorável tende a seguir sustentando a Bolsa brasileira. O Ibovespa renovou máximas recentemente e segue sensível ao fluxo internacional.
A leve queda do petróleo e do minério pode limitar ganhos adicionais e empresas ligadas a commodities devem refletir esse movimento.
No câmbio, o dólar pode manter viés de fraqueza diante do cenário externo e da sinalização de gradualismo no corte da Selic. A curva de juros pode encontrar alívio com a queda dos rendimentos dos Treasuries.


