Plano Nacional de Energia e Plano Decenal de Expansão de Energia projetam alta da demanda, mais transmissão e queda do petróleoPlano Nacional de Energia e Plano Decenal de Expansão de Energia projetam alta da demanda, mais transmissão e queda do petróleo

Governo estima investir até R$ 2 tri na matriz elétrica até 2055

2026/02/12 22:34
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O Ministério de Minas e Energia e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) lançaram nesta 5ª feira (12.fev.2026), as consultas públicas do PDE (Plano Decenal de Expansão de Energia) 2035 e do PNE (Plano Nacional de Energia) 2055. Os documentos orientam o planejamento energético brasileiro no médio e no longo prazo e servem de base para decisões de investimento, regulação e políticas públicas.

Entre os principais números do PNE 2055 estão investimentos de até R$ 2 trilhões na expansão da matriz elétrica e R$ 600 bilhões em transmissão. O plano também projeta que a demanda total de energia pode dobrar até 2055, enquanto o consumo de eletricidade pode crescer até 4,2 vezes no período.

O avanço da digitalização também aparece nas estimativas: o consumo de datacenters pode alcançar 300 TWh (terawatt-hora). Em contrapartida, a participação de derivados de petróleo na matriz energética tende a cair dos atuais 41% para um intervalo de 7% a 28%, a depender do cenário.

Diferenças entre o PNE e o PDE

O PNE 2055 foi estruturado a partir de 6 cenários prospectivos, dos quais 3 foram selecionados para modelagens quantitativas, segundo o Ministério de Minas e Energia. 

As diretrizes consideram transição energética, segurança do suprimento e inclusão social. Os resultados vão embasar o Plante (Plano Nacional de Transição Energética), que deve ser concluído no 1º semestre de 2026.

Já o PDE detalha as necessidades concretas de expansão no horizonte decenal. Entre os dados mais recentes (referência 2035), estão a previsão de mais de 100 GW (gigawatt) de nova oferta elétrica, totalizando 359 GW de capacidade instalada, além de mais de 29.000 km de novas linhas de transmissão e 6 GW em baterias. 

O plano também projeta produção anual de 50 bilhões de litros de etanol e 2,8 bilhões de litros de SAF (combustível sustentável de aviação), com pico da produção de petróleo estimado para 2032.

Os planos não determinam investimentos obrigatórios, mas funcionam como sinalização ao mercado e reforçam o planejamento energético como política de Estado. O governo afirma que o objetivo é ampliar a previsibilidade regulatória, atrair investimentos e alinhar o setor às metas de descarbonização e ao compromisso de neutralidade de carbono até 2050.

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