O dólar fechou esta quinta-feira (12) em alta de 0,25%, a R$ 5,20, após tocar o menor nível desde maio de 2024. O movimento ocorreu em meio à piora do apetite por risco no exterior e às expectativas para a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos.
Pela manhã, o real foi favorecido pela chamada rotação global de carteiras e pelo carry trade. Na segunda etapa do dia, o cenário mudou. Bolsas em queda, fortalecimento do dólar frente a moedas fortes e emergentes e rali dos Treasuries (títulos públicos dos EUA) indicaram aumento da busca por ativos considerados mais seguros.
O petróleo também perdeu força, pressionando moedas de países exportadores, como o Brasil. O WTI para março caiu 2,85%, a US$ 62,84 por barril, enquanto o Brent para abril recuou 2,71%, a US$ 67,52.
Apesar da alta no dia, a moeda americana acumula queda de 0,38% na semana, recuo de 0,90% no mês e desvalorização de 5,26% no ano ante o real.
O foco do mercado está na divulgação da inflação (CPI) dos EUA. A mediana das estimativas aponta alta de 0,3% na comparação mensal. Em 12 meses, a previsão é de avanço de 2,5%, abaixo dos 2,7% registrados anteriormente.
Segundo analistas, o resultado pode alterar as expectativas para a próxima reunião do Federal Reserve (Fed).
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, registrava leve alta de 0,07% no final da tarde.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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