Saída do ministro do STF encerra fase da investigação sobre fraudes ao sistema financeiroSaída do ministro do STF encerra fase da investigação sobre fraudes ao sistema financeiro

Atuação de Toffoli no caso Master foi marcada por conflitos com a PF

2026/02/13 08:10
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A saída do ministro Dias Toffoli do caso do Banco Master, anunciada nesta 5ª feira (12.fev.2026), encerra uma fase marcada por atritos entre o então relator e a Polícia Federal. Embora os ministros tenham negado por unanimidade a suspeição de Toffoli, ele concordou em redistribuir a relatoria por sorteio após reunião interna da Corte. O novo relator será definido ainda hoje.

As investigações relacionadas a possíveis fraudes do Banco Master contra o sistema financeiro nacional foram encaminhadas ao STF em 2 de dezembro do ano passado, a pedido da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como chefe do esquema. 

Um dos primeiros pontos de divergência aconteceu em 24 de dezembro de 2025, quando o ministro Dias Toffoli determinou que fossem realizados os depoimentos e a acareação de Vorcaro, do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, e do diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. A acareação foi uma ordem do gabinete do ministro, sem que houvesse pedido prévio dos investigadores. 

Toffoli considerou que seria necessário colher os depoimentos o quanto antes, para que não houvesse uma manipulação das provas e das versões. Os depoimentos foram colhidos no dia 30 de dezembro de 2025. Ainda durante os relatos, houve atritos entre o juiz instrutor do gabinete do ministro Dias Toffoli, Carlos Vieira Von Adamek, e a delegada da PF Janaína Palazzo. O Poder360 antecipou a divulgação dos vídeos da sessão em 29 de janeiro deste ano. 

OPERAÇÃO COMPLIANCE

Com a realização da 2ª fase da Compliance Zero, em 14 de janeiro, o relator exigiu explicações da PF sobre um possível atraso logístico da operação, que deveria ter sido realizada no dia 13. Segundo o ministro, a PF não explicou as razões para não seguir a ordem no dia estipulado e correu o risco de fuga do cunhado de Vorcaro, Fábio Zettel. 

Em resposta ao ministro, o diretor-geral da PF Andrei Rodrigues afirmou que a corporação não se omitiu. “Ao contrário, [as dificuldades operacionais para cumprir o prazo] foram devidamente comunicadas a esse Supremo Tribunal Federal, por meio de manifestações formais da Polícia Federal, antes do decurso do prazo inicialmente fixado”,  declarou. 

Andrei também declarou que o atraso no cumprimento das medidas estabelecidas pelo ministro ocorreu por circunstâncias operacionais. Declarou que havia outras operações complexas da polícia judiciária marcadas para o dia anterior, como a nova fase da operação Overclean, que investiga desvios de emendas. Disse também que a PF trabalhava com endereços que estavam pendentes de atualizações e alvos em deslocamento, circunstâncias que demandam maior cuidado para garantir a efetividade.

PROVAS DA OPERAÇÃO 

Outro ponto de atrito entre Toffoli e Andrei foram as provas coletadas pela PF durante a 2ª fase das investigações relacionadas ao Banco Master, deflagrada em 14 de janeiro. Inicialmente, Toffoli havia determinado que todos os materiais apreendidos fossem imediatamente lacrados e acautelados no STF para serem periciados pelas autoridades competentes. A ideia do ministro era que assim fossem evitados vazamentos e dispersão dos dados.

Algumas horas depois, emitiu novo despacho e retirou da Polícia Federal o poder para periciar os materiais coletados sobre o caso do Banco Master. Na mesma decisão, repassou a tarefa para a Procuradoria Geral da República, que passou a armazenar o material, e também fez críticas ao Banco Central, citando “vulnerabilidades” na “regulação e fiscalização” por parte da autarquia. Eis a íntegra (PDF – 117 kB) da decisão. 

A PF, por sua vez, argumentou que a determinação dificultava o desenvolvimento da investigação. Em ofício enviado a Toffoli, Andrei citou a possibilidade de bloqueio remoto e autodestruição lógica de dispositivos eletrônicos, o que, segundo Rodrigues, representa um risco na investigação. Por isso, pediu que o ministro reconsiderasse a sua decisão.

No dia seguinte, o ministro indicou 4 peritos da Polícia Federal de sua confiança para acessar os dados dos celulares de Daniel Vorcaro e as demais provas coletadas nas investigações relacionadas ao Banco Master: Luis Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti. Eis a íntegra (PDF – 104 kB).

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