Empresa do segmento atacado deixou de pagar valor no último trimestre de 2025, elevando índice de inadimplênciaEmpresa do segmento atacado deixou de pagar valor no último trimestre de 2025, elevando índice de inadimplência

Banco do Brasil registra calote de R$ 3,6 bi

2026/02/13 19:41
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Uma empresa do segmento atacado deixou de pagar R$ 3,6 bilhões ao BB (Banco do Brasil) no último trimestre de 2025. O banco divulgou a informação na 4ª feira (11.fev.2026), durante a apresentação de seu balanço financeiro, sem revelar o nome da companhia envolvida. Por causa desse evento, o índice de inadimplência acima de 90 dias da instituição subiu para 5,17%.

Segundo o BB, sem o impacto desse calote, o índice de inadimplência seria de 4,88%. O percentual atual representa aumento em relação aos 4,51% do 3º trimestre de 2025 e aos 3,16% do mesmo período do ano anterior.

No balanço, o banco explica que o avanço da inadimplência está relacionado a um caso específico na carteira de Títulos e Valores Mobiliários. Durante a entrevista a jornalistas sobre os resultados, o vice-presidente de Riscos do BB, Felipe Prince, não mencionou o nome da empresa, mas indicou que seria possível “fazer uma associação” com informações já publicadas pela mídia.

Felipe Prince disse que se trata de um caso antigo, considerado “problemático” e que já vinha sendo provisionado pelo banco há alguns anos.

Na 4ª feira (11.fev.2026), às 18h50, a Braskem, que havia sido apontada pelo jornal Valor Econômico e pelo g1 como a possível inadimplente, emitiu nota negando ter dívidas em aberto com o banco.

Lucro cai 45,4% em 2025

Em 2025, o BB registrou lucro líquido de R$ 20,69 bilhões, valor que representa queda de 45,4% em comparação a 2024. No 4º trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado foi de R$ 5,7 bilhões, com queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024, mas com aumento de 51,7% em comparação ao 3º trimestre, superando as projeções do mercado que apontavam para R$ 4,5 bilhões.

Ao longo de 2025, a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que o ano seria de ajustes, depois do balanço do banco ser afetado pelo aumento da inadimplência em parte da carteira do agronegócio e por novas regras contábeis implementadas no período.

Projeções para 2026

O BB divulgou suas projeções para 2026, projetando lucro líquido ajustado de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões. A instituição projeta expansão de 0,5% a 4,5% na carteira de crédito, com crescimento de 6% a 10% esperado para pessoa física. Para empresas, o intervalo estimado vai de queda de 3% a alta de 1%, e para o agronegócio, de -2% a 2%.

O banco estima que o custo do crédito ficará entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões em 2026. Para o próximo ano, o BB projeta crescimento entre 2% e 6% nas receitas de prestação de serviços e entre 5% e 9% nas despesas administrativas. A margem financeira bruta deve aumentar entre 4% e 8%.

No 4º trimestre de 2025, o BB voltou a registrar retorno sobre patrimônio líquido de dois dígitos, atingindo 12,4%. Esse resultado representa recuperação em relação aos 8,4% do trimestre anterior, embora ainda esteja abaixo dos 20,8% registrados em 2024.

O desempenho do BB ficou abaixo dos resultados apresentados por outros grandes bancos no mesmo período. O Itaú Unibanco registrou retorno de 24,4%, o Santander Brasil alcançou 17,6% e o Bradesco obteve 15,2%.

Inadimplência no agronegócio

A inadimplência no setor do agronegócio encerrou o 4º trimestre de 2025 com taxa de 6,09%, acima dos 4,84% registrados no trimestre anterior e dos 2,23% observados um ano antes. Em novembro, ao apresentar os resultados do 3º trimestre, executivos do BB já haviam sinalizado que a inadimplência nesse segmento continuaria pressionada, com expectativa de melhora apenas a partir do 1º trimestre de 2026.

Na carteira de crédito do BB, o segmento de pessoa física apresentou alta de 1,8% no trimestre e 7,6% na comparação anual, com inadimplência de 6,56%, superior aos 6,01% do trimestre anterior e aos 4,66% de um ano antes. No segmento de pessoas jurídicas, a carteira manteve-se estável, com inadimplência de 3,75%, contra 3,40% três meses antes e 3,30% no 4º trimestre de 2024.

No 4º trimestre de 2025, a margem financeira bruta do banco alcançou R$ 27,8 bilhões, representando alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024. As receitas de prestação de serviços caíram 3,9% na comparação anual, enquanto as despesas subiram 4,1%.

O banco também anunciou a distribuição de R$ 1,2 bilhão aos acionistas, sob a forma de juros sobre capital próprio complementar.

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