O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,2% em janeiro na comparação com dezembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. Em 12 meses, a inflação avançou 2,4%.
O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava alta mensal de 0,3% e avanço anual de 2,5%, de acordo com o Projeções Broadcast. Em dezembro, o CPI cheio havia subido 0,3% no mês e 2,7% em base anual.
Após a divulgação, os futuros das bolsas de Nova York passaram a indicar abertura em alta, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) recuaram.
O dólar perdeu força frente a moedas emergentes e pares fortes. O índice DXY operava próximo de 96,95 pontos, refletindo a leitura de inflação mais próxima da meta do Fed.
O núcleo do CPI — que exclui itens voláteis como alimentos e energia — avançou 0,3% em janeiro, em linha com o consenso. Na comparação anual, o núcleo subiu 2,5%, repetindo a projeção dos analistas.
Apesar da variação mensal mais alta do que a do índice cheio, o núcleo mostrou desaceleração em relação a dezembro, quando havia avançado 0,2% no mês e 2,6% em 12 meses. O dado anual marca o ritmo mais lento desde março de 2021, segundo analistas.
Esse indicador é acompanhado de perto pelo Federal Reserve por refletir tendências mais persistentes da inflação.
Na visão de Bruno Yamashita, analista de alocação e inteligência da Avenue, “o custo de moradia subindo de uma forma mais moderada ajudou a trazer o índice de inflação um pouco para baixo”, disse.
Além disso, Yamashita afirma que, a queda nos preços de combustível também ajudou a controlar um pouco mais a inflação. Mas, por outro lado, houve um leve aumento no preço de alimentos, que acabou gerando alívio para o mercado porque ele demonstra que os preços estão controlados.
Os dados não alteraram a aposta majoritária de início do ciclo de cortes de juros em junho, mas reforçaram a expectativa de flexibilização monetária ao longo do ano.
No mercado futuro de juros, monitorado pela CME Group, a probabilidade de um primeiro corte já em abril subiu para 28,1%, ante 23,9% no dia anterior. Para junho, a chance avançou para 51%, de 48,9% em 24 horas.
Analistas avaliam que, com a inflação caminhando em direção à meta de 2%, o Fed pode promover até três cortes de juros ao longo do ciclo, caso os próximos indicadores confirmem a tendência de desaceleração.
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