Em seu balanço trimestral divulgado nesta quinta-feira (12), a Vale (VALE3) registrou lucro líquido proforma (exclui efeitos não recorrentes) de US$ 1,46 bilhão, alta de 68% em relação ao mesmo período de 2024. Comparado com o trimestre anterior, houve queda de 47%.
Segundo avaliação do Citi, a combinação entre resultado operacional, redução da dívida e crescimento da produção, especialmente no segmento de metais básicos, abre caminho para o pagamento de dividendos extraordinários.
Diante dessa perspectiva, o Citi mantém recomendação de compra para os ADRs da Vale, com preço-alvo de US$ 14.
Além da possibilidade de novos dividendos, o banco também destaca que o segmento de metais básicos respondeu por 21% do Ebitda da companhia em 2025, com aumento da produção de cobre e níquel. Esse movimento indica diversificação das operações, que pode reduzir a dependência do minério de ferro e contribuir para maior previsibilidade de resultados e dividendos.
O UBS BB foi na mesma linha, comentando que o desempenho da unidade de metais básicos foi impulsionado pelo aumento nos embarques e redução de custos, com crescimento da produção e melhora na eficiência operacional. O banco manteve recomendação neutra para os ADRs, com preço-alvo de US$ 12.
Diferente do lucro líquido proforma, o lucro líquido atribuível aos acionistas, a mineradora registrou prejuízo de US$ 3,844 bilhões no trimestre.
Esse resultado foi impactado principalmente por impairment — redução no valor contábil de ativos após revisão das projeções de preços e rentabilidade futura — de US$ 3,5 bilhões em ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá. Também houve impacto de US$ 2,8 bilhões relacionado à baixa de imposto diferido, ajuste contábil ligado a créditos tributários.
O Ebitda proforma somou US$ 4,834 bilhões no quarto trimestre, alta de 17% em base anual. No conceito ajustado, o indicador foi de US$ 4,588 bilhões, crescimento de 21%. A receita líquida atingiu US$ 11,06 bilhões, avanço de 9% na mesma base de comparação.
No trimestre, a Vale investiu US$ 2,03 bilhões, alta anual de 15%. Os investimentos em manutenção somaram US$ 1,7 bilhão, com aumento impulsionado pela aquisição de equipamentos e expansão da frota de mineração, incluindo veículos autônomos. Já os investimentos em projetos de crescimento totalizaram US$ 287 milhões, refletindo o amadurecimento de projetos já em fase operacional.
Os custos e despesas operacionais totalizaram US$ 7,667 bilhões no quarto trimestre, alta de 4%, desconsiderando efeitos relacionados a barragens.
As despesas diretamente ligadas a reparações somaram US$ 246 milhões. As provisões, que representam reservas contábeis para despesas futuras estimadas, ficaram em US$ 1,911 bilhão relacionados a Brumadinho e US$ 2,613 bilhões ligados à Samarco.
Em 2025, a Vale registrou lucro líquido proforma de US$ 7,796 bilhões, alta de 28% em relação a 2024. Já o lucro atribuível aos acionistas somou US$ 2,352 bilhões, queda de 62%, refletindo impactos contábeis extraordinários.
O Ebitda proforma totalizou US$ 15,869 bilhões, crescimento de 3%, enquanto o Ebitda ajustado somou US$ 15,458 bilhões, alta de 4%. A receita líquida atingiu US$ 38,403 bilhões, avanço de 1%.
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