Uma gestora de crédito estruturado dos EUA está avançando sobre os limites da TradFi ao integrar cripto no financiamento do mundo real. A Newmarket Capital, responsável por quase US$ 3 bilhões em ativos, está inovando ao criar empréstimos híbridos com hipotecas e crédito comercial, usando o Bitcoin (BTC) juntamente com imóveis tradicionais como garantia.
Sua afiliada, a Battery Finance, lidera o desenvolvimento de estruturas financeiras que utilizam ativos digitais para viabilizar crédito sem exigir a liquidação dos investimentos dos clientes.
A iniciativa é voltada a quem investe em criptoativos, especialmente Millennials e a Geração Z, oferecendo uma alternativa de financiamento que preserva o potencial de valorização dos investimentos e permite acesso ao crédito tradicional.
Ao unir imóveis que geram renda com o Bitcoin, a empresa busca mitigar riscos de volatilidade e oferecer uma solução inovadora aos clientes.
De acordo com Andrew Hohns, fundador e CEO da Newmarket Capital e da Battery Finance, o modelo utiliza imóveis comerciais de renda combinados com parte dos Bitcoins dos clientes como garantia adicional.
O Bitcoin é avaliado como parte do pacote do empréstimo, conferindo ao credor um ativo líquido, fracionável e transparente — característica ausente nos imóveis por si só.
Negociações iniciais mostram o conceito na prática: a Battery Finance refinanciou um imóvel multifamiliar de US$ 12,5 milhões, utilizando tanto o prédio quanto cerca de 20 BTC para compor a garantia híbrida.
O cliente tem acesso a capital sem gerar eventos tributáveis de venda de cripto, enquanto o credor conquista uma proteção adicional contra perdas.
Diferente dos empréstimos lastreados somente em Bitcoin, que ainda são nichados e experimentais, o modelo da Newmarket já tem padrão institucional:
O Bitcoin, nessas operações, serve como garantia complementar, e não como meio de pagamento; os pagamentos de hipotecas e empréstimos permanecem em US$.
A estratégia segue uma tendência global de incorporar ativos do mundo real (RWA) ao universo digital. Em junho de 2025, agências federais como a FHFA sinalizaram que cripto poderia ser avaliada para concessão de hipotecas,
No entanto, gestoras privadas como a Newmarket Capital avançam mais rápido, colocando em prática garantias híbridas, mas ainda cumprindo a regulação vigente.
O trabalho da Newmarket e da Battery Finance demonstra como Bitcoin e outras criptomoedas podem dialogar com a TradFi para destravar novos formatos de crédito e financiamento.
Desafios persistem. O BeInCrypto apurou que, apesar dos planos de Fannie Mae e Freddie Mac de aceitar Bitcoin como garantia de hipoteca, há uma restrição importante.
O Bitcoin precisa estar custodiado em exchanges reguladas. Bitcoins em carteiras privadas ou de autocustódia não são aceitos.
Essa condição levanta dúvidas sobre soberania financeira e controle centralizado. As regras limitam o uso do Bitcoin em hipotecas apenas a plataformas visíveis ao Estado, deixando de fora opções descentralizadas.
Ainda assim, embora a medida não resolva o problema de moradia acessível, representa avanço expressivo na adoção de cripto nas finanças tradicionais.
O artigo Empresa gigante do crédito de US$ 3 bilhões testa uso de Bitcoin em sistema de hipotecas foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

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