O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso Master, teve uma reunião com integrantes da Polícia Federal nesta 6ª feira (13.fev.2026). A PF prometeu entregar ao magistrado um relatório sobre o andamento das investigações na 2ª feira depois da semana do Carnaval, 23 de fevereiro.
Foi uma reunião quase protocolar. Mendonça assumiu ontem a relatoria do caso, depois de o ministro Dias Toffoli entregar o caso para ser redistribuído no STF. Participaram vários integrantes da PF, inclusive o diretor-executivo, William Marcel Murad. O diretor-geral, Andrei Rodrigues, não estava presente no encontro que terminou por volta de 16h desta 6ª feira (13.fev).
Apesar de a Polícia Federal ter feito a 1ª fase da operação Compliance Zero em novembro de 2025, até hoje o STF não havia enviado nenhum conteúdo do que foi apreendido para o ministro Dias Toffoli. Não está claro se agora os dados serão ou não enviados para André Mendonça.
As informações mais relevantes estão em celulares de 3 executivos que são ligados ao caso do Master:
A PF vazou até agora que conseguiu descriptografar o celular de Vorcaro, recuperando pelo menos parte do conteúdo do aparelho. O advogado de Vorcaro disse em 30 de dezembro de 2025 que o seu cliente não iria entregar a senha porque o celular tinha muito conteúdo pessoal.
No caso de Augusto Lima, que tem relações próximas com o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e com o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), nada se sabe sobre o conteúdo de seu celular.
Paulo Henrique Costa, que comandou o BRB, entregou seu celular com a senha e totalmente aberto para a PF. Nesse aparelho há inúmeras mensagens de Daniel Vorcaro, inclusive descrevendo reuniões com vários integrantes do Banco Central e do alto escalão do governo federal. Pelo menos uma dessas mensagens cita de maneira detalhada o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Até agora, a PF não compartilhou nada disso com o STF, pois o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, estava interessado em retirar do caso o ministro Dias Toffoli. Havia beligerância deliberada na relação entre a Polícia Federal e o magistrado.
No início de janeiro, a PF quase deixou um investigado do caso Master escapar. A corporação fez um comunicado pelo sistema eletrônico do STF na noite da véspera da 2ª fase da Compliance Zero, quando poderia ter avisado Toffoli por ligação telefônica ou WhatsApp. Por sorte, o gabinete do ministro agiu com rapidez e impediu que o suspeito viajasse para fora do país.
André Mendonça é agora relator de 2 casos no STF que causam apreensão dentro do Palácio do Planalto. Além da investigação sobre o Banco Master, o ministro é relator da ação sobre o escândalo do INSS, que tem citações a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Poder360 revelou em 4 de dezembro de 2025 que o filho de Lula aparece num depoimento colhido pela PF apontado como recebedor de mesadas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Os pagamentos seriam de “300 mil”, sem especificar em qual moeda. A reportagem mostrou também a proximidade de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger, que mantinha negócios com o Careca. Ambos viajaram juntos ao menos 6 vezes, sendo uma delas para Portugal.


