Políticos de esquerda e de direita usaram seus perfis nas redes sociais neste sábado (14.fev.2026) para comemorar a vitória de Lucas Pinheiro Braathen na prova de slalom gigante em Milão-Cortina, na Itália. O atleta de 25 anos nascido em Oslo (Noruega), mas que representa o Brasil, levou o ouro. É a 1ª medalha na história das Olimpíadas de Inverno da delegação brasileira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o Brasil “fez história nos Jogos Olímpicos de Inverno”. Escreveu também que o “esporte brasileiro não tem limites”. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, compartilhou uma imagem de Braathen e a seguinte frase: “Vai Brasil”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também comemorou e disse que o atleta “é um orgulho enorme para Campinas e para todo o Estado de São Paulo”. A mãe de Braathen é do interior paulista.
O ex-governador de São Paulo João Doria chamou Braathen de “novo herói”. O deputado e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) escreveu que a vitória nas Olimpíadas de Inverno é “um momento histórico que enche o coração de todo brasileiro de alegria e esperança”.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou em seu perfil no X que a medalha de Lucas Pinheiro é motivo de “orgulho do nosso Brasil” e afirmou que o atleta “entrou para a história” ao conquistar o primeiro ouro do país no esqui em Jogos Olímpicos de Inverno. Segundo ele, a vitória “mostra a força do esporte brasileiro” e deve “inspirar milhões de jovens a acreditar que é possível chegar longe”.
Lucas Pinheiro Braathen já havia demonstrado potencial ao liderar a 1ª descida da prova com o tempo de 1m13s92, ficando 0s95 à frente do 2º colocado, o suíço Marco Odermatt. O brasileiro do esqui alpino precisou somar o menor tempo nas duas baterias para conquistar a medalha de ouro. Além do slalom gigante, ele também disputará medalha na prova de slalom.
Segundo a revista Forbes, que entrou em contato com comitês olímpicos nacionais dos 92 países participantes das Olimpíadas de Inverno de 2026, ao menos 37 oferecem bônus em dinheiro a atletas medalhistas –incluindo o Brasil.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) pagará R$ 350 mil a medalhistas de ouro em modalidades individuais. O valor é 40% superior ao oferecido nos Jogos de Pequim, em 2022, e coloca o país na 17ª posição entre os maiores bônus pagos a campeões olímpicos de inverno.
Para medalhas individuais, o COB estima R$ 210 mil para a prata e R$ 140 mil para o bronze. Em disputas por equipes, os valores são de R$ 700 mil para o ouro, R$ 420 mil para a prata e R$ 280 mil para o bronze, montantes que serão divididos igualmente entre os integrantes das equipes.

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