Enquanto produção nacional avançou 0,6%, Rio sobe 5,1%; São Paulo recua 2,2% e pressiona média, mostra IBGEEnquanto produção nacional avançou 0,6%, Rio sobe 5,1%; São Paulo recua 2,2% e pressiona média, mostra IBGE

Espírito Santo cresce 11,6% e lidera alta da indústria em 2025

2026/02/15 16:20
Leu 3 min

Enquanto a indústria brasileira avançou 0,6% em 2025 na comparação com 2024, o Espírito Santo saltou mais de 10%, e o Rio, mais de 5%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada na 3ª feira (10.fev.2026) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para medir o desempenho da indústria nacional anualmente, a instituição apura informações em 18 localidades. Fazem parte da pesquisa 17 unidades da federação que têm participação de, no mínimo, 0,5% no total da indústria nacional, e o Nordeste como um todo.

Eis as métricas em que houve crescimento anual acima da média do país (0,6%) em 2025:

  • Espírito Santo: 11,6%;
  • Rio de Janeiro: 5,1%;
  • Santa Catarina: 3,2%;
  • Rio Grande do Sul: 2,4%;
  • Goiás: 2,4%;
  • Minas Gerais: 1,3%;
  • Pará: 0,8%.

MOTORES

Com o peso de 11,38% do total da economia nacional, o Rio exerceu maior influência positiva na média nacional, logo à frente do Espírito Santo.

O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, aponta que o Estado foi impulsionado pelo setor extrativo, com aumento na extração de petróleo e gás natural. O vizinho Espírito Santo, pelo crescimento na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural.

“Santa Catarina aparece como terceira maior influência, puxada principalmente pelos setores de alimentos e por máquinas, aparelhos, e materiais elétricos”, afirma. Em relação aos alimentos, ele cita carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixe e embutidos de carnes de suínos.

Ao todo 3, estados viram a indústria crescer no ano passado, mas abaixo da média nacional:

  • Bahia: 0,3%
  • Paraná: 0,3%
  • Amazonas: 0,1%

Em 8 localidades a produção industrial recuou, com destaque negativo para o Rio Grande do Sul. Eis quais foram:

  • Ceará: -0,6%;
  • Região Nordeste: -0,8%;
  • São Paulo: -2,2%;
  • Pernambuco: -3,8%;
  • Maranhão: -5,1%;
  • Mato Grosso: -5,8%;
  • Rio Grande do Norte: -11,6%;
  • Mato Grosso do Sul: -12,9%.

EXPLICAÇÕES

Como São Paulo tem o maior peso de toda indústria brasileira – responde por 1/3 de tudo o que é produzido nas fábricas do país – a queda no desempenho em 2025 (-2,2%) exerceu a maior pressão negativa no período.

De acordo com Bernardo Almeida, entre os setores que mais contribuíram para esse desempenho negativo paulista estão o de derivados do petróleo, com quedas na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas.

O pesquisador acrescenta ainda o setor farmacêutico, com redução na fabricação de medicamentos.

Nos 2 estados com quedas superiores a 2 dígitos, o responsável é a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis.

No Rio Grande do Norte, o recuo de 23,2% foi puxado por diesel e gasolina; em Mato Grosso do Sul, a queda de 61,5% foi motivada por baixa produção de álcool etílico.


Com informações da Agência Brasil

Oportunidade de mercado
Logo de Ucan fix life in1day
Cotação Ucan fix life in1day (1)
$0.0006732
$0.0006732$0.0006732
+6.18%
USD
Gráfico de preço em tempo real de Ucan fix life in1day (1)
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail service@support.mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.