Enquanto a indústria brasileira avançou 0,6% em 2025 na comparação com 2024, o Espírito Santo saltou mais de 10%, e o Rio, mais de 5%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada na 3ª feira (10.fev.2026) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para medir o desempenho da indústria nacional anualmente, a instituição apura informações em 18 localidades. Fazem parte da pesquisa 17 unidades da federação que têm participação de, no mínimo, 0,5% no total da indústria nacional, e o Nordeste como um todo.
Eis as métricas em que houve crescimento anual acima da média do país (0,6%) em 2025:
Com o peso de 11,38% do total da economia nacional, o Rio exerceu maior influência positiva na média nacional, logo à frente do Espírito Santo.
O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, aponta que o Estado foi impulsionado pelo setor extrativo, com aumento na extração de petróleo e gás natural. O vizinho Espírito Santo, pelo crescimento na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural.
“Santa Catarina aparece como terceira maior influência, puxada principalmente pelos setores de alimentos e por máquinas, aparelhos, e materiais elétricos”, afirma. Em relação aos alimentos, ele cita carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixe e embutidos de carnes de suínos.
Ao todo 3, estados viram a indústria crescer no ano passado, mas abaixo da média nacional:
Em 8 localidades a produção industrial recuou, com destaque negativo para o Rio Grande do Sul. Eis quais foram:
Como São Paulo tem o maior peso de toda indústria brasileira – responde por 1/3 de tudo o que é produzido nas fábricas do país – a queda no desempenho em 2025 (-2,2%) exerceu a maior pressão negativa no período.
De acordo com Bernardo Almeida, entre os setores que mais contribuíram para esse desempenho negativo paulista estão o de derivados do petróleo, com quedas na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas.
O pesquisador acrescenta ainda o setor farmacêutico, com redução na fabricação de medicamentos.
Nos 2 estados com quedas superiores a 2 dígitos, o responsável é a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis.
No Rio Grande do Norte, o recuo de 23,2% foi puxado por diesel e gasolina; em Mato Grosso do Sul, a queda de 61,5% foi motivada por baixa produção de álcool etílico.
Com informações da Agência Brasil


