O ex-CEO da Binance, Changpeng Zhao (CZ), revelou detalhes sobre o rompimento com a FTX em participação no All-In Podcast. Segundo ele, a cooperação se transformou em rivalidade bem antes do colapso da exchange de Sam Bankman-Fried (SBF) em novembro de 2022.
CZ afirmou que a Binance investiu 20% na FTX em 2019, quando a exchange ainda era uma plataforma emergente de derivativos. A relação se deteriorou rapidamente após relatos de que SBF estaria criticando a Binance para reguladores em Washington. A Binance vendeu sua participação em julho de 2021, cerca de 18 meses antes da falência da FTX.
Segundo CZ, a Alameda e os futuros membros da equipe da FTX abordaram a Binance com propostas de colaboração para uma plataforma de derivativos. Diversas ofertas foram apresentadas ao longo do tempo, incluindo um modelo de joint venture que beneficiaria a Binance.
No fim de 2019, a Binance concordou em investir.
O acordo envolveu uma troca de tokens entre BNB e FTT, tornando a Binance uma acionista minoritária. CZ ressaltou que:
O ex-CEO da Binance, Changpeng Zhao (CZ), revelou detalhes sobre o rompimento com a FTX em participação no All-In Podcast. Segundo ele, a cooperação se transformou em rivalidade bem antes do colapso da exchange de Sam Bankman-Fried (SBF) em novembro de 2022.
CZ afirmou que a Binance investiu 20% na FTX em 2019, quando a exchange ainda era uma plataforma emergente de derivativos. A relação se deteriorou rapidamente após relatos de que SBF estaria criticando a Binance para reguladores em Washington. A Binance vendeu sua participação em julho de 2021, cerca de 18 meses antes da falência da FTX.
CZ também expressou desconforto com a política de contratação da FTX, acusando a companhia de recrutar funcionários da Binance com salários bem superiores. Supostamente, a FTX usava essas contratações para abordar clientes VIP da Binance com propostas concorrentes.
Embora CZ tenha buscado manter um discurso de colaboração publicamente, participando inclusive de eventos junto à FTX, afirmou que a rivalidade já se intensificava nos bastidores.
No início de 2021, a FTX captava recursos com valor de mercado chegando aos US$ 32 bilhões. CZ afirmou que a Binance tinha direito contratual de veto em rodadas futuras de investimento, mas optou por não utilizá-lo.
A saída foi concluída em julho de 2021, cerca de um ano e meio antes de a FTX colapsar, em novembro de 2022.
A FTX acabou entrando em colapso após revelações de que fundos de clientes foram usados para cobrir perdas da Alameda Research, o que gerou crise de liquidez e falência.
A decisão da Binance, em novembro de 2022, de liquidar suas participações em FTT acelerou um movimento de saques em massa. No entanto, investigações e processos judiciais posteriores concluíram que a principal causa do colapso foi fraude interna e má gestão.
CZ preferiu não se aprofundar sobre as disputas judiciais em andamento, como as iniciativas do espólio de falência da FTX para tentar recuperar valores da saída de 2021. Ainda assim, reiterou que a Binance não tinha acesso às finanças internas da FTX durante o período como acionista.
O relato de CZ indica que a relação entre Binance e FTX não sofreu uma ruptura repentina, mas sim um desgaste gradual. Suas declarações sugerem uma trajetória marcada por colaboração inicial, disputa crescente e uma saída estratégica muito antes da crise que impactou o setor cripto.
SBF não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da BeInCrypto sobre as declarações de CZ.
O artigo CZ revela bastidores do rompimento com FTX: “SBF falava mal de nós em Washington” foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.


