A PANews reportou a 17 de fevereiro que, segundo o WSJ, fontes diplomáticas do Irão, dos Estados Unidos e de regiões circundantes declararam que um pacote de propostas apresentado por diplomatas iranianos incluía: a disposição de suspender o enriquecimento de urânio; a transferência de parte dos seus stocks de urânio para o estrangeiro para serem geridos por terceiros, como a Rússia; e o estabelecimento de cooperação comercial com os Estados Unidos.
Estas propostas estão mais próximas da questão central, mas ainda assim não conseguem satisfazer a exigência de Trump de uma "interrupção clara e completa" do enriquecimento de urânio. Trump tem declarado repetidamente o seu desejo de um acordo que garanta que o Irão não adquira armas nucleares; entretanto, também concentrou uma grande força militar perto do Irão caso o acordo não se concretize.

Entretanto, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão conduziu exercícios à entrada do Estreito de Hormuz. O Estreito de Hormuz é uma via marítima estrategicamente importante, pela qual passa aproximadamente um quinto dos envios de petróleo do mundo.
Num discurso transmitido em direto no seu site pessoal na terça-feira, o Líder Supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, alertou que "mais perigosas do que os navios de guerra americanos são as armas que podem enviá-los para o fundo do mar", enquanto as conversações de Genebra continuavam nesse dia. Ele também disse que os Estados Unidos "poderiam sofrer um golpe tão pesado que nunca mais se conseguiriam levantar".


