A leitura dos relatórios de janeiro de 17 principais fundos imobiliários listados na B3 aponta mudança relevante no tom dos administradores. Em diversas categorA leitura dos relatórios de janeiro de 17 principais fundos imobiliários listados na B3 aponta mudança relevante no tom dos administradores. Em diversas categor

Gestores de FIIs veem virada dos juros em março

2026/02/19 03:35
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Gestores de FIIs veem virada dos juros em março

A leitura dos relatórios de janeiro de 17 principais fundos imobiliários listados na B3 aponta mudança relevante no tom dos administradores. Em diversas categorias — logística, renda urbana, shopping centers, crédito e híbridos — a avaliação dominante é de que o ciclo de alta de juros se aproxima do fim, com início de cortes visto como provável para 2026, em contraste com a percepção mais distante de meses anteriores.

A Selic em 15% é descrita nos relatórios gerenciais como próxima ao topo do ciclo. Pelo menos quatro documentos citam a comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom), que condiciona a flexibilização a dados de inflação e expectativas, abrindo a possibilidade de movimento inicial já em março, caso o cenário confirme a tendência.

Fundos logísticos como HGLG11, BTLG11 e XPLG11 destacam que, mesmo com juros elevados, o mercado precifica o término do aperto e antecipa cortes graduais no primeiro semestre. Em renda urbana, HGRU11 e veículos fundos híbridos com exposição a lajes corporativas e galpões indicam leitura semelhante: a política monetária está no trecho final do ciclo restritivo.

No crédito, BTCI11, KNCR11 e MXRF11 reforçam que o Copom vinculou os cortes à trajetória dos indicadores, enquanto as curvas embutem reduções iniciais de 25 a 50 pontos-base. Entre os shoppings, HSML11, XPML11 e VISC11 citam melhora da inflação e sinal de flexibilização próximo; o HSML11 fala em “elevada probabilidade” de início do ciclo em março.

IFIX e desempenho recente do setor

O MXRF11 ressalta que o IFIX acumulou 21,15% de alta em 2025, apesar da Selic em 15%. Gestores lembram que parte da recuperação já reflete a antecipação de cortes. Vários relatórios gerenciais afirmam que os fundos imobiliários seguem negociando abaixo do valor patrimonial, sobretudo em ativos físicos, mantendo prêmio de risco elevado.

A leitura conjunta dos 17 documentos sugere consenso: o ciclo de alta se encerra e 2026 pode marcar inflexão relevante para o setor. Embora prevaleça cautela e dependência do quadro macro, a base de preços descontada e carteiras preparadas para compressão de taxas favorecem o mercado de fundos imobiliários caso a trajetória de juros se confirme.

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