O megainvestidor bilionário Stanley Druckenmiller fez uma aposta relevante no mercado brasileiro no fim de 2025 e já colhe resultados no início de 2026. Documentos entregues à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostram que o gestor ampliou sua exposição ao Brasil por meio do iShares MSCI Brazil ETF.
O movimento aparece no formulário 13-F referente ao quarto trimestre, divulgado nesta terça-feira (17). O documento indica que o Duquesne Family Office, veículo de investimentos de Druckenmiller, comprou cotas do ETF brasileiro tanto diretamente quanto via opções de compra (call options).
Desde o início de 2026, o EWZ acumula valorização próxima de 19% em cerca de um mês e meio, após ter avançado 49% ao longo de 2025. Caso o investidor tenha mantido a posição, o desempenho recente já representa ganho expressivo.
O ETF replica o desempenho das principais ações negociadas no Brasil e é uma das formas mais usadas por investidores estrangeiros para acessar o mercado acionário local.
Registros públicos mostram que poucos grandes investidores declaram posições diretas no EWZ em seus formulários 13-F. Isso ocorre porque a regulação americana não exige a divulgação de ações negociadas fora dos Estados Unidos, o que permite exposição ao Brasil por meio de investimentos diretos em empresas locais.
O movimento ocorre em um contexto de enfraquecimento do dólar, fator que tem beneficiado mercados emergentes. Nesse cenário, ativos ligados a commodities tendem a ganhar espaço em portfólios globais.
No caso do índice brasileiro, têm peso relevante empresas como a Petrobras (PETR3; PETR4), no setor de petróleo, e a Vale (VALE3), na mineração. Ambas se beneficiam de ciclos de demanda por matérias-primas.
Outro destaque do índice é a Nu Holdings (Nubank), fintech de origem brasileira que ocupa a segunda maior participação no EWZ.
Além do Brasil, Druckenmiller aumentou posições em ETFs ligados ao mercado americano no quarto trimestre. Entre eles estão o Invesco S&P 500 Equal Weight ETF, que se beneficia da rotação fora de grandes empresas de tecnologia, e o Financial Select Sector SPDR Fund, focado no setor financeiro.
Ambos apresentaram desempenho superior ao do S&P 500, que ficou praticamente estável no período recente.
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