Os ETFs de Bitcoin enfrentaram mais uma rodada intensa de saídas nesta quarta-feira, aprofundando um movimento que já preocupa analistas. A continuidade dos resgates coloca o mercado diante da possibilidade do primeiro ciclo de cinco semanas consecutivas de retiradas desde março de 2025.
Mesmo com alguns sinais técnicos sugerindo áreas de possível recuperação, o clima segue amplamente negativo e mantém forte pressão sobre o preço do BTC. Assim, investidores continuam cautelosos e evitam assumir novos riscos no curto prazo.
Os ETFs de Bitcoin à vista registraram saídas líquidas de US$ 133,3 milhões na quarta-feira, elevando as perdas acumuladas na semana para US$ 238 milhões, segundo dados da SoSoValue. A pressão foi puxada principalmente pelo IBIT, da BlackRock, que respondeu por mais de US$ 84 milhões em resgates, evidenciando uma mudança clara no apetite dos investidores institucionais.
Fluxos semanais de ETFs spot de Bitcoin nos EUA em 2026. Fonte: SoSoValue
Os volumes negociados permaneceram abaixo de US$ 3 bilhões, e essa falta de atividade mostra que o mercado segue sem convicção, apesar de analistas apontarem potenciais pontos de virada. Caso não haja recuperação nas sessões de quinta e sexta-feira, o mercado verá a primeira série de cinco semanas de saídas desde o ano passado.
No acumulado de 2026, os ETFs já perderam US$ 2,5 bilhões, reduzindo os ativos sob gestão para US$ 83,6 bilhões. Esse movimento ocorre em sintonia com o clima de cautela global que atinge investidores de risco.
Enquanto Bitcoin e Ether enfrentam resgates diários, os ETFs ligados à Solana continuam a surpreender. Eles registraram seis dias consecutivos de entradas, acumulando US$ 113 milhões somente neste ano. Embora o ritmo de fevereiro esteja longe do observado em janeiro, a tendência positiva destaca o crescente interesse por projetos alternativos no mercado cripto.
Desde o lançamento, em outubro de 2025, os ETFs de Solana acumularam quase US$ 700 milhões em ativos, ficando atrás apenas dos fundos de XRP, que já ultrapassaram US$ 1 bilhão desde novembro.
Apesar desse descompasso entre os ativos, o clima geral segue pressionado. O índice de medo e ganância permanece em território de “Medo Extremo”, mesmo após o Bitcoin reagir levemente das mínimas próximas de US$ 60.000 no início de fevereiro.
Índice de Medo e Ganância das Criptomoedas. Fonte: Alternative.me
O Bitcoin está negociado a US$ 66.840, acumulando queda de 24% no ano. Algumas casas tradicionais, como o Standard Chartered, enxergam possibilidade de retração até US$ 50.000, antes de um retorno para US$ 100.000 ainda em 2026.
Fonte coinmarketcap
De acordo com a CryptoQuant, o índice de Sharpe de curto prazo atingiu níveis que historicamente representam “zonas de compra geracionais”.
Ainda mais, o mercado agora observa se a pressão continuará ou se os fluxos institucionais vão sinalizar uma mudança de direção antes do final de fevereiro.
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