A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1% no quarto trimestre de 2025, recuando em 21 estados, na comparação com o trimestre anterior. Em seis estados, a queA taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1% no quarto trimestre de 2025, recuando em 21 estados, na comparação com o trimestre anterior. Em seis estados, a que

Desemprego fecha 2025 no menor patamar da história em 20 estados, aponta IBGE

2026/02/20 22:24
Leu 6 min

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1% no quarto trimestre de 2025, recuando em 21 estados, na comparação com o trimestre anterior. Em seis estados, a queda foi estatisticamente significativa; nos outros 15, houve estabilidade, aponta a Pnad Contínua divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20).

O resultado também ficou abaixo da taxa registrada no terceiro trimestre, de 5,6%, e na comparação anual, revela uma queda de 1,1 ponto percentual.

Na média do ano, a taxa caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, a menor da série histórica iniciada em 2012.

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O analista do IBGE William Kratochwill avalia que houve sinal de desaceleração no mercado de trabalho sob a ótica regional: “A redução [do desemprego] não foi tão forte entre os Estados. Em muitos, aconteceu a queda, mas foi marginal e as taxas são estatisticamente iguais. São muitos Estados em que não houve essa queda efetiva da taxa de desocupação”, disse.

Segundo ele, essas reduções marginais “mostram que a tendência de queda identificada ao longo do ano começa a mostrar uma diminuição”.

Estados com maiores e menores taxas de desemprego

As maiores taxas anuais de desemprego em 2025 foram registradas no Piauí (9,3%), na Bahia (8,7%), em Pernambuco (8,7%) e no Amazonas (8,4%). As menores ficaram com Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3%).

Em 20 unidades da federação, a taxa anual de 2025 foi a menor da série histórica: Amazonas (8,4%), Pará (6,8%), Amapá (7,9%), Tocantins (4,7%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Rio Grande do Norte (8,1%), Paraíba (6,0%), Sergipe (7,9%), Bahia (8,7%), Minas Gerais (4,6%), Espírito Santo (3,3%), São Paulo (5%), Paraná (3,6%), Santa Catarina (2,3%), Rio Grande do Sul (4%), Mato Grosso do Sul (3%), Mato Grosso (2,2%), Goiás (4,6%) e Distrito Federal (7,5%).

Frente ao trimestre anterior, a taxa de desocupação recuou em seis unidades da federação: São Paulo (0,5 p.p.), Rio de Janeiro (0,6 p.p.), Pernambuco (1,2 p.p.), Distrito Federal (1,2 p.p.), Paraíba (1,3 p.p.) e Ceará (1,4 p.p.), com estabilidade nas demais.

No quarto trimestre, as maiores taxas foram de Pernambuco (8,8%), Amapá (8,4%), Alagoas (8%), Bahia (8%) e Piauí (8%). As menores foram de Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%), Mato Grosso do Sul (2,4%) e Mato Grosso (2,4%).

Taxa de desemprego varia com diferenças por sexo, cor e escolaridade

Segundo dados da Pnad Contínua, no quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação foi de 4,2% para os homens e 6,2% para as mulheres.

Por cor ou raça, o percentual de desemprego ficou abaixo da média nacional, de 5,1, para brancos (4%) e acima para pretos (6,1%) e pardos (5,9%).

Entre pessoas com ensino médio incompleto, a taxa de desocupação foi de 8,7%, superior à dos demais níveis de instrução. Para quem tinha nível superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, mais que o dobro da verificada entre aqueles com nível superior completo (2,7%).

Nível de ocupação e vínculo formal

O nível de ocupação anual chegou a 59,1% em 2025. O indicador mede a proporção de pessoas empregadas na população com 14 anos ou mais de idade.

Os maiores percentuais foram registrados em Mato Grosso (66,7%), Santa Catarina (66,2%) e Mato Grosso do Sul (64,4%). Os menores, em Alagoas (47,5%), Ceará (47,8%) e Rio Grande do Norte (47,9%).

No quarto trimestre, 74,4% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada no país. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (86,3%), São Paulo (82,2%) e Rio Grande do Sul (81,5%). Os menores foram registrados no Maranhão (52,5%), Piauí (54,3%) e Paraíba (54,8%).

O percentual da população ocupada trabalhando por conta própria foi de 25,3% no quarto trimestre. Os maiores índices foram do Maranhão (34%) e Pará (30,3%) e os menores, do Distrito Federal (17%), Acre (18,8%) e Tocantins (20,8%).

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Subutilização e desalento

A taxa anual de subutilização ficou em 14,5% em 2025. O indicador reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas na força de trabalho potencial.

O Piauí registrou a maior taxa anual (31%), seguido por Bahia e Alagoas (26,8%). As menores foram de Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,4%).

No quarto trimestre, a taxa composta de subutilização foi de 13,4%. Piauí (27,8%), Bahia (25,4%) e Alagoas (25,1%) apresentaram os maiores percentuais. Santa Catarina (4,4%), Espírito Santo (5,9%) e Mato Grosso (6,1%) registraram os menores.

O percentual de desalentados no quarto trimestre foi de 2,4%. Maranhão (9,1%), Alagoas (8,0%) e Piauí (7,3%) tiveram os maiores índices. Os menores foram de Santa Catarina (0,3%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Mato Grosso do Sul (0,6%).

Na média anual, a taxa de desalento ficou em 2,6%. Maranhão (9,5%), Alagoas (8,5%) e Piauí (7,8%) lideraram, enquanto Santa Catarina (0,3%), Mato Grosso do Sul (0,6%) e Rio Grande do Sul (0,9%) registraram as menores taxas.

Maranhão e Pará têm as maiores taxas de informalidade

A taxa anual de informalidade foi de 38,1% da população ocupada. Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%) tiveram os maiores índices, enquanto Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%) apresentaram os menores.

O valor anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.560. Os maiores valores foram registrados no Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores foram de Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).

No quarto trimestre, o rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.613, acima do trimestre anterior (R$ 3.527) e do mesmo período de 2024 (R$ 3.440).

Na comparação entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025, as regiões Norte (R$ 2.846) e Sudeste (R$ 4.033) tiveram crescimento estatisticamente significativo, enquanto as demais ficaram estáveis. Frente ao quarto trimestre de 2024, todas as regiões apresentaram expansão.

A massa de rendimento real habitual (soma dos rendimentos de todos os trabalhadores) foi estimada em R$ 367,55 bilhões no quarto trimestre, ante R$ 356,66 bilhões no trimestre anterior e R$ 345,52 bilhões no mesmo período de 2024.

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Tempo de busca por trabalho diminui

No quarto trimestre de 2025, 1,1 milhão de pessoas buscavam trabalho há dois anos ou mais, quantidade que representa redução de 19,6% frente ao mesmo trimestre de 2024, quando eram 1,3 milhão.

Outras 1,1 milhão de pessoas procuravam trabalho há menos de um mês, queda de 23,1% na mesma base de comparação, ante 1,4 milhão no ano anterior.

Os dados indicam redução tanto no desemprego de longa duração quanto no contingente de pessoas que ingressaram recentemente na busca por trabalho, o que pode influenciar a dinâmica do mercado de trabalho e o comportamento do consumo nos próximos trimestres.

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