A Sharplink, anteriormente conhecida por sua atuação no marketing de jogos, oficializou uma mudança radical de marca e revelou que seu tesouro corporativo em Ethereum (ETH) atingiu a marca de 867.798 ETH. Com os preços atuais, essa reserva é avaliada em aproximadamente US$ 1,68 bilhão (cerca de R$ 9,6 bilhões). A empresa também reportou um aumento significativo na participação de investidores institucionais em suas ações, consolidando a tese do ETH como ativo de reserva estratégica.
Em termos simples, a Sharplink está seguindo um manual similar ao que a MicroStrategy fez com o Bitcoin, mas focado exclusivamente na segunda maior criptomoeda do mercado e com um diferencial: o rendimento passivo. A empresa abandonou seu antigo nome “Sharplink Gaming” para se posicionar puramente como um veículo de tesouraria, adotando o slogan “Ethereum with an edge” (Ethereum com vantagem).
Enquanto outras empresas dobram a aposta em Ethereum como estratégia de tesouraria corporativa, a Sharplink busca diferenciar-se pela “produtividade” do ativo. A empresa não apenas compra e segura os tokens, mas utiliza praticamente 100% de seus ativos em staking para gerar rendimentos constantes na rede, reinvestindo os lucros para acumular ainda mais ETH sem diluir os acionistas.
Segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira e dados compilados de registros na SEC, os principais fundamentos da nova fase da Sharplink incluem:
Segundo informações do Decrypt, a liderança da empresa afirma que “investidores sofisticados querem execução disciplinada”, justificando a alta demanda institucional.
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Para o investidor brasileiro, o movimento da Sharplink valida o Ethereum não apenas como tecnologia, mas como um ativo financeiro produtivo capaz de atrair o “dinheiro inteligente”. O fato de instituições estarem comprando ações de uma empresa que é, na prática, um fundo de ETH alavancado, sinaliza confiança no longo prazo.
Assim como outros fundos institucionais ajustam estratégia de tesouraria para incluir exposição maior a Ethereum, o brasileiro pode replicar essa lógica em menor escala. No Brasil, embora não seja fácil comprar ações da Sharplink (SBET) diretamente na B3, a estratégia de acumulação e staking pode ser realizada através de corretoras locais (exchanges) ou via ETFs que reinvestem dividendos, permitindo que o investidor local capture tanto a valorização do preço em Reais (BRL) quanto o rendimento da rede.
Apesar do otimismo, modelos de tesouraria concentrada carregam riscos elevados. A saúde financeira da Sharplink agora está 100% atrelada ao desempenho do Ethereum. Em momentos de queda abrupta (bear market), o valor patrimonial da empresa pode despencar, exigindo um balanço extremamente sólido, similar ao conceito de ‘fortress balance sheet’ que valida essa abordagem institucional.
Além disso, analistas de mercado citados pelo CryptoRank alertam para os riscos técnicos do staking em grande escala, como eventuais falhas no protocolo ou liquidez reduzida em períodos de alta volatilidade. Investidores devem manter a cautela e diversificar, não apostando todas as fichas em uma única tese.
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