Corregedoria abre Pedido de Providências sobre decisão que inocentou homem de 35 anos em processo envolvendo menina de 12Corregedoria abre Pedido de Providências sobre decisão que inocentou homem de 35 anos em processo envolvendo menina de 12

CNJ apura decisão do TJ-MG que absolveu acusado de estupro

2026/02/22 21:16
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O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou a abertura de um PP (Pedido de Providências) para analisar a decisão do TJ-MG (Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais) que absolveu um homem de 35 anos, acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos.

Segundo o g1, o despacho foi assinado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques. Ele informou que o TJ-MG será formalmente incluído no procedimento para prestar esclarecimentos sobre a decisão. Também determinou que o tribunal e o desembargador Magid Nauef Láuar prestem informações no prazo de 5 dias.

A absolvição foi proferida em 2ª Instância. O homem havia sido denunciado por estupro de vulnerável, crime previsto no Código Penal quando a vítima tem menos de 14 anos. A decisão do tribunal mineiro motivou reações nas redes sociais e manifestações públicas de autoridades.

O PP instaurado pela Corregedoria não altera automaticamente o resultado do julgamento, mas busca esclarecer os fundamentos adotados na decisão e verificar se houve eventual irregularidade funcional. O procedimento é administrativo e pode resultar em providências internas, a depender das informações apresentadas pelo tribunal e pelo magistrado.

O caso segue sob análise do Conselho Nacional de Justiça, enquanto o TJMG deverá se manifestar formalmente dentro do prazo fixado pelo corregedor.

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, compartilhou publicação crítica ao julgamento. O post questionava os fundamentos da absolvição e defendia maior rigor em casos de violência sexual contra menores.

Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal, publicou um vídeo no Instagram em que disse que a lei é objetiva e que o homem deveria ter sido punido. A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) afirmou que a decisão é “inaceitável”. A congressista disse que denunciará o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

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