O governo Lula zerou o imposto de importação para máquinas ASIC usadas na mineração de Bitcoin e abriu um novo ciclo de incentivos ao setor no Brasil. A medida entrou em vigor nesta segunda-feira e segue válida até 2028.
A decisão saiu na Resolução Gecex nº 861, que ampliou o regime de Ex-tarifário e incluiu equipamentos com processamento acima de 200 TH/s e eficiência inferior a 20 J/TH. Esse padrão atende diretamente modelos como Antminer S21, Whatsminer M60S e Avalon A1566.
Com a inclusão no Anexo Único da Resolução Gecex nº 781/2025, esses produtos passam a entrar no país com alíquota zero até 31 de janeiro de 2028.
Os modelos contemplados figuram entre os ASICs mais potentes do mundo. O Antminer S21 opera entre 200 e 230 TH/s, com eficiência próxima de 17,5 J/TH. Além disso, o Whatsminer M60S entrega potência superior a 200 TH/s, mantendo consumo competitivo. O Avalon A1566 também ultrapassa a faixa de 200 TH/s.
Essas máquinas usam o algoritmo SHA-256, base da mineração de Bitcoin, e oferecem desempenho alto com consumo reduzido. Assim, empresas brasileiras conseguem instalar estruturas maiores com custos operacionais menores.
O governo já havia feito movimento semelhante. Em 2025, a Resolução Gecex 726 eliminou o imposto para servidores dedicados à mineração com até 32 J/TH e para data centers móveis. Na época, Geraldo Alckmin afirmou que a ideia era incentivar tecnologia e ampliar a competitividade nacional.
Mesmo com isenção tributária, o cenário de retorno ainda desafia mineradores. O Bitcoin gira perto de US$ 66 mil, enquanto a dificuldade da rede alcança 144,4 T, reduzindo margens de lucro.
Dados do AsicMinerValue mostram que, entre os modelos S21, apenas o S21 XP+ Hyd de 500 TH/s registra lucro hoje. Os demais apresentam perdas diárias entre US$ 0,01 e US$ 3,73.
Entre equipamentos da Bitmain contemplados pela resolução, o Antminer Z15 Pro aparece como o mais lucrativo, com retorno médio de US$ 19 por dia. Logo atrás surge o Antminer X9, previsto para 2026, com rentabilidade estimada em US$ 19. O clássico Z15 ainda rende cerca de US$ 9 por dia. Porém, nenhum desses modelos minera Bitcoin, porque usam algoritmos diferentes.
Entre os ASICs voltados ao algoritmo SHA-256, ligado ao Bitcoin, destaca-se o Antminer S23 Hyd 3U, que entrega 1,16 PH/s com consumo de 11.020 W e gera cerca de US$ 6,93 por dia, dentro do padrão profissional. No segmento Scrypt, usado por Litecoin e Dogecoin, o Antminer L11 Hyd 2U registra retorno diário de US$ 6,39, enquanto o Antminer L11 Hyd 6U alcança US$ 5,47 por dia, ambos com consumo superior a 5.600 W.
Para o mercado de Bitcoin, a lista mais relevante envolve os modelos S23 Hyd, agora beneficiados pela nova regra. O S23 Hyd 3U, com 1,16 PH/s e 11.020 W, registra cerca de US$ 6,93 por dia, liderando a lucratividade entre os ASICs elegíveis.
O S23e Hyd 2U, com 865 TH/s, retorna aproximadamente US$ 4,13 por dia. A versão intermediária do S23 Hyd, com 580 TH/s, gera algo próximo de US$ 3,47 por dia.
O S21 XP+ Hyd, com 500 TH/s, rende cerca de US$ 1,19 por dia, pressionado pela alta dificuldade da rede. Já o S23 de 318 TH/s fecha a lista, com US$ 0,75 por dia, mantendo relevância apenas para projetos que buscam escala gradual.
Ainda mais, a mudança tributária marca mais um passo da estratégia federal para atrair infraestrutura cripto. Mesmo com desafios de rentabilidade, o setor indica que a medida reduz barreiras e fortalece a competitividade brasileira no ecossistema global de mineração.
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