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Petrobras e Itaú superam Mercado Livre na América Latina

2026/02/25 02:29
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A Petrobras retomou o posto de empresa mais valiosa da América Latina e empurrou o Mercado Livre para a 3ª posição do ranking regional. O Itaú Unibanco assumiu o 2º lugar. Os dados consideram o valor de mercado em dólar em 23 de fevereiro de 2026.

O levantamento foi divulgado pela Elos Ayta, na 2ª feira (24.fev.2026), e mostra que a estatal brasileira Petrobras atingiu US$ 100,9 bilhões, após adicionar US$ 26,3 bilhões desde 31 de dezembro de 2025. 

O Itaú avançou US$ 22,1 bilhões e alcançou US$ 97,8 bilhões. Já o Mercado Livre perdeu US$ 7,6 bilhões no período, recuou para US$ 94,5 bilhões e saiu da liderança diretamente para a 3ª colocação. A mudança sinaliza uma reprecificação do peso relativo entre tecnologia, energia e sistema financeiro na região.

A Petrobras registrou a maior expansão absoluta entre as companhias analisadas. O movimento devolve à empresa o topo do ranking após ter sido superada pelo Mercado Livre em agosto de 2024, quando a plataforma de comércio eletrônico inaugurou uma fase de protagonismo das empresas digitais na América Latina.

O novo quadro indica inflexão no eixo de valor regional. Se nos últimos anos a narrativa dominante destacava plataformas digitais, o início de 2026 reforça o peso de setores tradicionais, sobretudo energia e bancos, na formação do valor corporativo latino-americano.

O ranking também revela concentração brasileira no topo. Cinco das 10 maiores empresas são do Brasil: além de Petrobras e Itaú, aparecem BTG Pactual, Vale e Ambev. A Nu Holdings, sediada nas Ilhas Cayman, mas com operação concentrada no Brasil, integra o grupo, embora tenha perdido US$ 2,65 bilhões no ano.

O México conta com 3 representantes: Grupo México, América Móvil e Walmart de México. A Argentina mantém apenas o Mercado Livre entre as 10 maiores.

Entre as companhias avaliadas, só duas registraram queda em 2026: Mercado Livre e Nu Holdings. As demais avançaram. Além de Petrobras e Itaú, destacaram-se Vale, com alta de US$ 16,4 bilhões, BTG Pactual, com US$ 15,5 bilhões, e Grupo México, com US$ 19,1 bilhões.

Parte da valorização das empresas brasileiras está associada ao câmbio. A desvalorização de 6,16% do dólar em 2026 elevou automaticamente os valores quando convertidos para a moeda norte-americana, o que ampliou a percepção de ganho das companhias listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

A troca no topo não representa apenas mudança de posições. Indica que ciclos de commodities, sistema financeiro e câmbio seguem capazes de redesenhar rapidamente o mapa de poder corporativo na América Latina.

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