Manifestantes realizaram um ato em Seul na 3ª feira (24.fev.2025) em favor de uma intervenção dos Estados Unidos no Irã. Cerca de 25 pessoas, a maioria de ascendência persa, se organizaram a cerca de 200 metros da embaixada norte-americana na capital sul-coreana.
Os participantes estavam com bandeiras do Estado Imperial da Pérsia, que era o emblema do país antes da revolução islâmica de 1979. Também tinham bandeiras dos EUA e de Israel, além de faixas com o rosto do filho do último xá deposto, Reza Pahlavi. Nas faixas, estava escrito em inglês: “Os iranianos fizeram sua escolha. Coreia, seja nossa voz. Apoie o Irã contra o regime islâmico” e “O Irã pede democracia. Reza Pahlavi é nosso líder. Por um Irã livre e secular”.
Pahlavi é uma das principais figuras da oposição ao regime do líder supremo, Ali Khamenei. Está exilado nos EUA e apoiou os protestos realizados em diversas cidades iranianas no final de dezembro. Em janeiro deste ano, convocou nas redes sociais os iranianos a irem às ruas para derrubar o atual regime. Os protestos foram duramente combatidos pelo governo iraniano.
EUA e Irã vivem momentos de tensão desde o ano passado, mas a temperatura subiu na última semana quando o presidente Donald Trump (Partido Republicano) declarou na 5ª feira (19.fev) que poderia realizar um ataque nos próximos 10 dias.
Na semana passada, o site de notícias Axios publicou que o governo dos EUA está se preparando para uma possível operação militar conjunta com Israel contra o Irã.
O principal alvo norte-americano é o programa nuclear iraniano. Os EUA temem que o Irã enriqueça urânio a níveis elevados para fins militares. Na 3ª feira (24.fev), Trump garantiu que não deixará o país persa possuir armas nucleares.
“Não ouvimos aquelas palavras mágicas: Nunca teremos uma arma nuclear”, afirmou o presidente sobre o governo iraniano. “Eles já desenvolveram mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e estão a trabalhar para construir mísseis que em breve chegarão aos Estados Unidos da América”.


