O dólar fechou esta quarta-feira (25) em queda de 0,59%, a R$ 5,12, emendando a quinta sessão consecutiva de desvalorização frente ao real. Foi o menor valor de fechamento desde maio de 2024.
Segundo analistas, o movimento ocorre em meio à desvalorização global do dólar e aumento do fluxo de recursos para países emergentes. Hoje, o Banco Central (BC) informou que o fluxo cambial em fevereiro, até o dia 20, está positivo em US$ 3,358 bilhões.
No período, houve ingresso líquido de US$ 1,914 bilhão pelo canal financeiro, que reúne investimentos em ações, títulos e outros ativos.
Em 2026, o fluxo total soma US$ 8,426 bilhões, com destaque para US$ 8,136 bilhões via canal financeiro.
No cenário doméstico, pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou empate técnico em simulação de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento indica 46,3% das intenções de voto para Flávio Bolsonaro e 46,2% para Lula.
Também houve piora na avaliação do presidente, com leve alta na desaprovação e queda na aprovação.
Em fala ao Broadcast, Marcelo Bacelar, da Azimut Brasil Wealth Management, afirma que o chamado “trade eleitoral” pode ganhar peso nos ativos domésticos.
Segundo ele, fatores específicos do Brasil podem se somar ao movimento global favorável a emergentes. Além disso, o real é apoiado pela taxa de juros elevada — que amplia o diferencial de juros em relação a países desenvolvidos — e pela sazonalidade positiva do fluxo cambial.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recua 0,2%, próximo de 97,68 pontos no fim da tarde.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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