A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen (Partido Social Democrata, centro-esquerda), convocou nesta quinta-feira (26.fev.2026) eleições gerais antecipadas para 24 de março. O país faz parte da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e da UE (União Europeia). O eleitorado escolherá os 179 membros do Parlamento.
A decisão ocorre após tensões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em torno da Groenlândia, território autônomo dinamarquês que o republicano deseja adquirir.
“Esta será uma eleição decisiva, porque será nos próximos quatro anos que nós, como dinamarqueses e como europeus, realmente teremos que nos sustentar sozinhos”, declarou Frederiksen no Parlamento, segundo a Reuters. “Devemos definir nosso relacionamento com os Estados Unidos, e devemos nos rearmar para garantir a paz em nosso continente”, acrescentou.
Frederiksen busca capitalizar o bom momento político conquistado ao não ceder à pressão norte-americana sobre a Groenlândia.
Na Dinamarca, eleições gerais ocorrem a cada quatro anos no máximo, mas o primeiro-ministro pode convocá-las a qualquer momento. A última eleição foi em 2022, quando o partido de Frederiksen conquistou 28% dos votos. Em seguida, formou uma coligação de centro com outros partidos.
Trump já afirmou que os EUA “precisam da Groenlândia”. Autoridades dinamarquesas rejeitam a ideia.
O território está incluído no plano de Trump para implementar o “Domo de Ouro”, um escudo antimísseis de múltiplas camadas para proteger os EUA, anunciado pelo presidente em 2025. O valor estimado para o desenvolvimento do Domo de Ouro é de US$ 175 bilhões.


