A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) deflagrou uma grande ofensiva contra o crime financeiro na manhã desta quinta-feira (26) por meio da Operação “Sepulcr A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) deflagrou uma grande ofensiva contra o crime financeiro na manhã desta quinta-feira (26) por meio da Operação “Sepulcr

Rede criminosa que usou corretoras de criptomoedas e bancos digitais para ocultar 318 milhões de reais no Brasil é alvo da Operação “Sepulcros Caiados” em Santa Catarina e outros estados

2026/02/27 10:33
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 A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) deflagrou uma grande ofensiva contra o crime financeiro na manhã desta quinta-feira (26) por meio da Operação “Sepulcros Caiados” e mirou uma organização focada em ocultar dinheiro oriundo de casos de estelionato na internet.
Os agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão em cinco estados da federação. A ação bloqueou o acesso dos suspeitos a um montante de R$ 211 milhões por ordem do judiciário catarinense.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou de toda a estruturação da logística operacional. A Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro assumiu a liderança das diligências nas ruas.
Investigação encontrou contas de laranjas em corretoras de criptomoedas e bancos digitais
O inquérito policial expôs uma estrutura com múltiplas camadas de proteção para burlar a fiscalização do Estado. A quadrilha recrutava pessoas alheias ao esquema para o papel de “laranjas” na abertura de contas.
Esses indivíduos criavam perfis em bancos digitais e em corretoras de criptomoedas com métodos de verificação fraudados. A investigação não divulgou o nome das corretoras que tiveram seus métodos burlados nesta fase. O objetivo central envolvia a pulverização rápida dos valores roubados de diversas vítimas de golpes financeiros.
A tática de espalhar o capital em carteiras virtuais dificultava o rastreio pelas autoridades de segurança pública. Os criminosos usavam a tecnologia para construir um escudo contra o bloqueio de saldos via sistemas tradicionais.
Os suspeitos montaram uma rede de empresas corporativas nas regiões Sul e Nordeste do Brasil. Esses negócios de fachada simulavam vendas e prestação de serviços para limpar o fluxo de caixa.
O cruzamento de dados de inteligência financeira revelou o alto escalão da organização delituosa. A análise de relatórios bancários e dispositivos eletrônicos ajudou na identificação dos cabeças do grupo.
Os investigadores descobriram um fato inusitado nas contas do principal operador do esquema. O indivíduo movimentou mais de R$ 318 milhões em suas contas e ainda constava como beneficiário do auxílio emergencial.
Ação coordenada pelo país
O Juízo da Vara Estadual das Organizações Criminosas de Santa Catarina autorizou as varreduras nas residências. As viaturas saíram às ruas de forma sincronizada em São Paulo, Ceará, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública prestou amparo logístico por meio do Projeto de integração. A estrutura permitiu a viagem das equipes e a união de forças com as polícias locais.
O contato constante entre as corporações garantiu o cumprimento das ordens judiciais sem problemas. A troca de dados estratégicos evitou vazamentos e assegurou a apreensão de celulares, dispositivos de criptomoedas, documentos e computadores. As autoridades não divulgaram se valores em cripto também foram apreendidos.
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