MANILA, Filipinas – O último dia da audiência de confirmação de acusações do ex-presidente Rodrigo Duterte no Tribunal Penal Internacional estava a decorrer na sexta-feira, 27 de fevereiro.
O advogado do ex-presidente Rodrigo Duterte, Nicholas Kaufman, ataca agora o segundo caso contra o seu cliente, que abrange as mortes de vítimas de alto valor na guerra contra as drogas. Kaufman afirma que ser classificado como alvo de alto valor não torna alguém alvo de assassinatos. Ele alega que houve mais rendições e prisões do que mortos em incidentes HVT.
O problema com os incidentes HVT é a lista defeituosa "PRRD" de Duterte ou a lista de narcotraficantes. A referida lista era arbitrária e foi até usada contra críticos do ex-presidente. Para além disso, os casos dos Parojinogs e Roland Espinosa mostram que a inclusão na referida lista leva a mortes.
Kaufman afirma que nos incidentes em que alguns alvos de drogas de alto valor foram mortos, os mandados foram efetivamente emitidos pelos tribunais. No entanto, deve notar-se que a emissão de mandados não era a única questão, mas [também] como esses mandados foram implementados.
Estas supostas operações legais levaram efetivamente a mortes, como no caso dos Parojinogs e Roland Espinosa.
Sob Duterte, vários ativistas e trabalhadores de direitos humanos foram também presos e mortos durante a execução de mandados. Alguns ativistas chamam alguns dos tribunais locais de "fábricas de mandados" devido ao número de mandados emitidos por eles, que foram particularmente usados contra ativistas.
– com reportagens de Jairo Bolledo/Rappler.com


