Sindicatos de diferentes setores da Argentina decidiram fazer uma nova paralisação nesta 6ª feira (27.fev.2026), dia em que serão discutidos 2 projetos de interesse do presidente do país, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita). A principal mobilização será em Buenos Aires, onde os manifestantes devem marchar até o Congresso.
A proposta da reforma trabalhista do governo Milei retorna ao Senado, com o objetivo de avançar para o aval final. O projeto de lei passou pela Câmara dos Deputados em 19 de fevereiro, mas os congressistas não conseguiram aprovar o artigo que reduzia o salário dos trabalhadores durante as licenças médicas.
O Senado argentino também deve discutir nesta 6ª feira a redução da maioria penal do país de 16 para 14 anos, proposta que integrou a campanha de Milei em 2023. Na ocasião, ele defendia uma redução ainda maior, para 13 anos.
A greve desta 6ª feira foi convocada pela FreSU (Frente Sindical Unida), que reúne entidades do transporte, do funcionalismo público e movimentos sociais.
Entre as entidades que confirmaram participação estão a ATE (Asociación Trabajadores del Estado), a CTA (Central de Trabajadores de la Argentina), a CTA Autónoma e a FTCIOD y ARA (Federación de Trabajadores de la Industria de Procesamiento de Oleaginosas, Desmotadores de Algodón y Afines de la República Argentina).
Já a CGT (Confederação Geral do Trabalho), maior central sindical da Argentina, declarou que entrará com uma ação judicial para tentar impedir a reforma trabalhista proposta por Milei. Segundo o jornal argentino Clarín, a central apresentará sua denúncia na 2ª feira (2.mar), quando fará uma marcha até o Palácio da Justiça, sede do Supremo Tribunal.


