A Fifa prepara a retomada de iniciativas de combate ao racismo durante a Copa do Mundo de 2026. A organização pretende exibir a campanha “No Racism” (“Sem Racismo”) nos estádios e reforçar mensagens de inclusão, depois de ter diminuído a visibilidade dessas ações na Copa do Mundo de Clubes, segundo informou nesta 6ª feira (27.fev.2026) o jornal The New York Times.
A Fifa planeja também promover as campanhas “Unite for Peace e Unite the World” (unir pela paz e unir o mundo). As ações incluem mensagens educativas e sinalizações nos estádios como forma de conscientização. A mudança vem depois que materiais antirracismo foram removidos em torneio anterior e parcialmente restabelecidos por um dia para marcar o Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio.
Organizações externas pressionam por maior atuação. A Human Rights Watch defendeu a retomada das campanhas antirracismo, citando responsabilidades da Fifa em relação aos direitos humanos. A Sport and Rights Alliance alertou para riscos de discursos de ódio durante a Copa de 2026 e destacou casos recentes de acusações de racismo no futebol.
Casos envolvendo o atacante Vini Jr. também reforçaram o debate. O jogador denunciou ofensas racistas em partidas na Europa e afirmou ter sido chamado de macaco por Prestianni durante partida contra o Benfica. As acusações são negadas pelo jogador citado, e investigações seguem em andamento.
A Fifa afirma que os planos para a Copa de 2026 ainda estão em desenvolvimento e podem sofrer ajustes. A organização diz que pretende usar o torneio como plataforma para mensagens de inclusão e coesão social, buscando equilibrar a celebração do futebol com a promoção de valores contra a discriminação.


