Com a Selic em 15% ao ano, o crédito bancário segue mais caro e seletivo, impulsionando a migração da indústria para estruturas privadas como os FIDCs. No últimCom a Selic em 15% ao ano, o crédito bancário segue mais caro e seletivo, impulsionando a migração da indústria para estruturas privadas como os FIDCs. No últim

R$ 1,8 bilhão em crédito privado reforça funding da indústria em 2026

2026/02/27 21:01
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Com a Selic em 15% ao ano, o crédito bancário segue mais caro e seletivo, impulsionando a migração da indústria para estruturas privadas como os FIDCs. No último ano, o mercado de fundos captou R$ 88,4 bilhões, e os FIDCs já acumulam patrimônio próximo de R$ 800 bilhões. Nesse cenário, R$ 1,8 bilhão em crédito foi provisionado para o setor industrial em 2026. O movimento reforça a desbancarização e consolida o crédito estruturado como peça central no financiamento do capital de giro e da cadeia produtiva.

O crédito para a indústria brasileira entrou em 2026 sob uma combinação rara de pressão e oportunidade. A taxa Selic mantida em 15% ao ano segue encarecendo o capital bancário e restringindo a oferta de financiamentos tradicionais, ao mesmo tempo em que amplia a busca por estruturas privadas. Dados indicam que o crédito bancário corporativo cresceu em ritmo moderado ao longo de 2025, enquanto o mercado de FIDCs avançou em velocidade muito superior. A indústria de fundos encerrou o último ano com captação líquida de R$ 88,4 bilhões, com a renda fixa concentrando R$ 84,3 bilhões em entradas líquidas.
No crédito estruturado, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios acumulam patrimônio próximo de R$ 800 bilhões, consolidando-se como uma das principais fontes de liquidez para a economia real. Ao mesmo tempo, mais de 60% das indústrias relatam maior dificuldade de acesso ao financiamento bancário em comparação ao período anterior ao ciclo de alta de juros. Mesmo com eleições e juros elevados, o processo de desbancarização e migração para FIDCs ocorre em um ritmo nunca antes visto, redesenhando o mapa de funding industrial no país e ampliando o protagonismo das estruturas privadas na sustentação da produção, do investimento e do capital de giro.

Everblue provisiona R$ 1,8 bilhão para a indústria em 2026

É nesse cenário que o Grupo Everblue acelera sua posição como provedor de crédito corporativo para o setor produtivo, com a provisão de R$ 1,8 bilhão em crédito direcionado exclusivamente à indústria. O movimento acompanha a crescente demanda por capital de giro, financiamento à cadeia de fornecedores e antecipação de recebíveis, nos quais os FIDCs se tornam cada vez mais atrativos.
Com mais de 7 mil operações realizadas e R$ 3 bilhões em crédito concedido ao longo de sua trajetória, o ecossistema da companhia combina soluções financeiras estruturadas a uma plataforma tecnológica que integra pagamentos, cobrança, conciliação e gestão de caixa.
Para Gabriel Padula, CEO do Grupo Everblue, a transformação do mercado de crédito deixou de ser circunstancial e se tornou estrutural.
“A indústria brasileira opera hoje em um ambiente em que o crédito bancário tradicional se tornou menos atrativo, mais caro e mais lento. Isso abriu espaço para soluções privadas que entregam liquidez com velocidade, governança e aderência ao fluxo real das empresas”, afirma.

Crédito estruturado garante previsibilidade e continuidade operacional

Segundo o executivo, a provisão de R$ 1,8 bilhão em crédito industrial reflete uma mudança profunda na forma como as empresas organizam sua liquidez.
“As indústrias não buscam apenas acesso a recursos. Buscam previsibilidade de caixa, integração tecnológica e inteligência financeira. Quando conectamos crédito estruturado, serviços bancários e conciliação em um único ambiente, reduzimos fricção operacional e liberamos o empresário para focar na produção, na eficiência e na expansão”, diz Padula.
Ele acrescenta que a procura por financiamento à cadeia de fornecedores e antecipação de recebíveis tem crescido de forma consistente, especialmente entre empresas que precisam preservar capital de giro sem comprometer margens em um cenário de custo financeiro elevado.

Casos práticos mostram impacto direto na produção

A aplicação prática desse movimento já se reflete no chão de fábrica.
“Temos casos em que indústrias conseguiram manter linhas de produção ativas mesmo após a redução de limites em bancos tradicionais, utilizando operações estruturadas através dos FIDCs e antecipação de recebíveis para liberar caixa, pagar fornecedores e sustentar o ritmo operacional. Em um exemplo recente, uma empresa industrial com múltiplas plantas utilizou crédito estruturado para financiar sua cadeia de suprimentos, evitando interrupções na produção e preservando contratos estratégicos”, relata Gabriel Padula.
A lógica por trás desse avanço é direta: previsibilidade e velocidade. Ao acessar estruturas privadas, as empresas conseguem organizar desembolsos, reforçar capital de giro e integrar a gestão financeira sem depender de processos bancários longos e rígidos. Em um ciclo de juros elevados, o crédito estruturado passa a ser elemento central para garantir continuidade produtiva e estabilidade financeira na indústria brasileira.

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