A Localiza (RENT3) registrou lucro líquido de R$ 939 milhões no quarto trimestre de 2025, alta anual de 12,1%, segundo dados do balanço trimestral divulgado nesta quinta-feira (26).
O resultado foi acompanhado por crescimento operacional. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 3,7 bilhões no trimestre, avanço de 12,1% na comparação anual. Já o Ebit atingiu R$ 2,3 bilhões, crescimento de 17,8%.
A receita líquida consolidada foi de R$ 11 bilhões no quarto trimestre, alta de 11,7% ano contra ano. No segmento de aluguel, a receita cresceu 7,2%, para R$ 5,1 bilhões. Já em Seminovos, a alta foi de 16,1%, totalizando R$ 5,8 bilhões.
O desempenho do segmento de venda de veículos usados segue como componente relevante na dinâmica de resultados da companhia.
A dívida líquida somava R$ 31 bilhões ao fim de dezembro, alta de 3% em relação ao encerramento de 2024. Segundo a companhia, o aumento decorre da antecipação de cerca de R$ 2,2 bilhões em contas a pagar a montadoras, com taxa de 115% do CDI — base para a remuneração de títulos de renda fixa.
A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, encerrou 2025 em 2,26 vezes. No trimestre anterior, estava em 2,33 vezes. Um ano antes, em 2,52 vezes. No final do trimestre, a Localiza manteve R$ 11,836 bilhões em caixa.
Em 2025, o lucro líquido contábil foi de R$ 1,8 bilhão, alta de 3,2% sobre 2024. Segundo a companhia, o resultado foi impactado pelo IPI Verde, no valor de R$ 929 milhões (R$ 613 milhões após impostos), e pela baixa do prejuízo fiscal da Locamerica, de R$ 937 milhões, efeito sem impacto em caixa.
O IPI Verde foi uma medida de redução de imposto para carros novos. A empresa explica que a queda no imposto reduz o preço de venda dos veículos novos, pressionando o valor de revenda dos Seminovos. Por outro lado, os carros passam a ser adquiridos por preços menores, mitigando o impacto no caixa.
Desconsiderando esses efeitos, o lucro líquido ajustado teria sido de R$ 3,421 bilhões no ano.
O Ebitda anual somou R$ 13,7 bilhões, crescimento de 15,4%. A receita líquida totalizou R$ 41,7 bilhões entre janeiro e dezembro, alta de 12,1%, com avanço de 15,6% em Seminovos.
A companhia informou que seguiu o processo de recomposição da diária média em 2025. No aluguel de carros, a diária média atingiu R$ 150,8 no ano, alta de 8,4%, com taxa de utilização de 79,7%, ante 79% em 2024.
No quarto trimestre, a diária média foi de R$ 156,8, avanço de 6,3% na comparação anual. A taxa de utilização subiu para 80,3%.
Em gestão de frotas, a diária média anual foi de R$ 103,3, alta de 9,6%, com utilização de 96,1%. No trimestre, a diária média alcançou R$ 106, crescimento de 8,4%, enquanto a taxa de utilização avançou para 97,7%.
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