O ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã e as retaliações do país persa contra bases norte-americanas no Oriente Médio dividiram a opinião dos países ao redor do mundo.
Ao menos 8 condenaram diretamente a decisão dos EUA de atacar o Irã. Dentre eles, está o Brasil, que em nota condenou a ofensiva norte-americana e israelense enquanto o governo iraniano negociava a descontinuação de seu programa nuclear. A China foi outro país que condenou diretamente os EUA. O governo chinês afirmou que os ataque devem cessar imediatamente e que o Irã deve ter sua soberania respeitada.
Por outro lado, 4 países manifestaram apoio direto ao movimento da Casa Branca. Outros 12 países criticaram o Irã por lançar mísseis contra países vizinhos, mas não criticaram diretamente os EUA e Israel por ter iniciado o ataque.
A maioria dos comunicados sobre a deflagração do confronto eram mensagens de orientação para que os cidadãos que moram ou visitam a região do conflito entrem em contato com suas embaixadas e se protejam.
Leia abaixo a lista de países e suas posições:
CONDENARAM OS EUA
APOIARAM OS EUA
NEUTROS
CRITICARAM O IRÃ
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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