A atividade industrial brasileira medida pelo índice de gerentes de compras (PMI) subiu de 47 pontos em janeiro para 47,3 pontos em fevereiro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (2) pela S&P Global.
Apesar da alta marginal, o indicador completou dez meses consecutivos abaixo da marca de 50 pontos — que indica retração.
Para Pollyanna de Lima, diretora associada de Economia da S&P Global, a aceleração da queda nos novos pedidos, a redução da carteira de encomendas e a estratégia das empresas de manter estoques mínimos indicam que a produção pode continuar em trajetória descendente nos próximos meses.
Houve também um avanço nos custos de insumos. Segundo a diretora, o aumento desses custos foi repassado com maior velocidade aos preços de venda.
O relatório trouxe um dado considerado positivo: expansão marginal no emprego industrial. O número reduzido de funcionários levou parte das empresas a abrir novas vagas, o que pode ajudar a sustentar a renda e o consumo nos próximos meses.
Apesar do cenário atual, as empresas mantiveram perspectiva positiva para a produção nos próximos 12 meses. Segundo a S&P Global, essa expectativa é sustentada pela previsão de lançamento de novos produtos e pelo impacto da Copa do Mundo da FIFA na demanda.
Ainda assim, as companhias continuaram reduzindo as compras de insumos, sugerindo postura defensiva no curto prazo.
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