O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (2) em alta de 0,62%, a R$ 5,16. O movimento ocorreu em meio à aversão a risco e à alta do preço do petróleo, ambos provocados pela escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã.
Apesar da pressão inicial sobre o câmbio, parte do mercado avalia que o real pode ter desempenho relativo melhor caso o petróleo permaneça em patamar elevado, já que o Brasil é exportador líquido de commodities.
Hoje, o contrato do Brent para maio fechou em alta de 6,68%, a US$ 77,74 por barril, após chegar a subir quase 10% durante o dia.
Projeções da equipe econômica do governo estimam que, se o barril se mantiver próximo de US$ 85, o impacto nas receitas públicas de 2026 pode variar entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões.
Segundo cálculos do J.P. Morgan, o real é a terceira moeda com maior exposição ao preço do petróleo.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou que não há plano para a aliança se envolver no conflito. Na Organização das Nações Unidas (ONU), o embaixador iraniano Amiír-Saeid Iravani declarou que o país não deseja ampliar as tensões.
Declarações de autoridades norte-americanas também influenciaram o mercado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã pode desenvolver capacidade de mísseis capazes de atingir o território americano.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,97% no final da tarde.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
No mercado futuro, o contrato do dólar com vencimento em abril avançava 0,88%, a R$ 5,21, no mesmo período.
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