As IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram em comunicado nesta 3ª feira (3.mar.2026) que lançaram “ataques simultâneos contra alvos militares” nas capitais do Irã, Teerã, e do Líbano, Beirute. No texto, informaram que os alvos são “infraestruturas terroristas” do Hezbollah.
Pouco mais de uma hora depois, acrescentaram que seus soldados estão “operando no sul do Líbano”, posicionados em diversos pontos próximos à área de fronteira, “como parte de uma postura avançada de defesa reforçada”.
“O Hezbollah escolheu atacar Israel em nome do regime iraniano e enfrentará as consequências de suas ações”, afirmaram as IDF. O grupo político e militar xiita do Líbano é apoiado pelo Irã e considerado organização terrorista pelos Estados Unidos e por parte da comunidade internacional, incluindo países da União Europeia.
No sábado (28.fev), Israel, em conjunto com os Estados Unidos, lançou uma ofensiva militar contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo do país persa, o aiatolá Ali Khamenei, e de várias autoridades do alto escalão.
Desde a data, o Irã vem retaliando com ataques contra Israel, bases norte-americanas no Oriente Médio e outras nações aliadas.
O espaço aéreo na região vem sendo afetado e a Secretaria de Estado norte-americana alertou seus cidadãos a deixarem 14 países em razão do alto risco à sua segurança.
Além de Teerã, ao menos outras 18 localidades no Irã também foram atingidas pelos ataques da aliança EUA-Israel. O espaço aéreo do país foi fechado.
Entre os locais atingidos estão: Teerã, Abyek, Karaj, Tabriz, Urmia, Kermanshah, Lorestan, Qom, Ilam, Khorramabad, Dezful, Shiraz, Bushehr, Bandar Abbas, Minab, Asaluyeh, Konarak, Chabahar e Isfahan.
No anúncio do início da campanha militar, o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Trump também disse que a “a hora da liberdade” dos iranianos estava próxima.
Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em um dos ataques realizados na manhã de sábado (28.fev) em Teerã. Depois, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.
Foi formado um conselho composto por 3 integrantes para exercer as funções do líder supremo. Integram o grupo interino o aiatolá Alireza Arafi, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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