A SoFi Technologies ampliou sua parceria com a Mastercard para transformar a SoFiUSD em moeda de liquidação dentro da rede global da empresa.
A iniciativa permitirá que emissores e adquirentes liquidem transações com a stablecoin lastreada em dólar, 24 horas por dia, sete dias por semana.
A SoFiUSD é uma stablecoin totalmente lastreada em dólar, o token é emitido pelo SoFi Bank, instituição com carta nacional e supervisionada pelo OCC, além de contar com seguro do FDIC. Além disso, a moeda opera na blockchain Ethereum.
Com o acordo, a SoFi pretende liquidar suas próprias transações de crédito e débito realizadas na rede Mastercard usando a stablecoin. Portanto, a iniciativa não se limita a testes, ela começa dentro da própria operação da empresa.
A integração também deve ocorrer na Multi-Token Network da Mastercard, plataforma criada para conectar sistemas tradicionais a ativos digitais.
Dessa forma, a parceria busca ampliar a interoperabilidade entre moedas fiduciárias, stablecoins e depósitos tokenizados.
Anthony Noto, CEO da SoFi, destacou o foco em eficiência.
Segundo ele, a liquidação com stablecoin permitirá que empresas realizem compensações instantâneas em escala global.
Além disso, a Galileo, plataforma tecnológica da SoFi, será uma das primeiras a oferecer a bancos emissores a opção de liquidação em SoFiUSD. Isso pode acelerar a adoção no setor financeiro.
O anúncio ocorre em um momento de forte crescimento das stablecoins, hoje, cerca de US$ 30 bilhões circulam diariamente nesse mercado. Em 2025, a emissão dobrou em relação ao ano anterior, segundo dados da McKinsey.
Além disso, um estudo global conduzido pela BVNK, em parceria com a Coinbase e a Artemis, indica que mais de 50% dos investidores em criptoativos mantiveram stablecoins nos últimos 12 meses.
Ainda mais relevante, 75% afirmam que abririam uma carteira se o serviço fosse oferecido por seu banco ou fintech.
Sherri Haymond, chefe global de comercialização digital da Mastercard, ressaltou o avanço regulatório.
A parceria também prevê novos casos de uso, entre eles, aplicações programáveis de tesouraria e soluções para remessas internacionais e pagamentos corporativos. Entretanto, todas as etapas dependerão de avaliação regulatória.
O movimento reforça a tendência de convergência entre bancos tradicionais e infraestrutura cripto. Por isso, a entrada de uma instituição bancária nacional como emissora de stablecoin pode aumentar a confiança institucional no setor.
No médio prazo, a iniciativa pode pressionar concorrentes a acelerar projetos semelhantes. Além disso, fortalece o papel das stablecoins como ponte entre o sistema financeiro tradicional e a economia digital.
Se o modelo ganhar escala, a liquidação quase instantânea poderá reduzir custos, riscos operacionais e prazos em pagamentos globais. Portanto, a disputa agora não é apenas tecnológica, mas também estratégica.
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