O mercado de trabalho brasileiro abriu 112.334 vagas com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O resultado ficou acima da mediana das estimativas do Projeções Broadcast, que apontava criação de 92 mil postos. As projeções variavam de 55.304 a 157.231 vagas. Apesar do saldo positivo, o resultado é o menor para o mês desde 2024 (173.127 vagas formais).
Segundo Luiz Marinho, ministro do MTE, a desaceleração era esperada diante do nível elevado da taxa básica de juros (Selic) — atualmente em 15% ao ano.
Em janeiro, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.339,78, um crescimento de R$ 77,02 (3,3%) em relação a dezembro de 2025. Na comparação anual, o aumento foi de R$ 41,58 (1,77%, já descontados efeitos sazonais).
Quatro dos cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em janeiro. Confira:
O comércio foi o único segmento com saldo negativo, com fechamento de 56.800 vagas no mês.
Em janeiro, 19 estados registraram saldo positivo de empregos formais, segundo o Caged. Santa Catarina liderou a geração de vagas, com 19 mil postos e crescimento de 0,7% no estoque de empregos formais. Mato Grosso abriu 18.731 vagas e o Rio Grande do Sul, 18.421.
Entre os estados com saldo negativo, o Rio de Janeiro fechou 13.009 vagas. Alagoas registrou redução de 2.922 postos e o Ceará, de 1.291.
Marinho afirmou que o saldo de empregos formais de 2026 pode ficar no mesmo patamar ou acima de 2025. No ano passado, o mercado formal registrou saldo positivo de 1.279.498 vagas.
“Eu enxergo que o saldo do ano passado pode se repetir esse ano, até com viés de crescimento, vai depender da circunstância do que a economia vai se comportar mês a mês”, disse o ministro. Ele voltou a defender a redução dos juros e afirmou esperar que o Banco Central (BC) corte a Selic ao longo do ano, ressaltando que o cenário pode mudar conforme fatores internos e externos.
Marinho citou riscos relacionados à economia internacional, conflitos e decisões de política econômica, tanto no exterior quanto no Congresso Nacional.
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