O dólar fechou esta terça-feira (3) em forte alta de 1,92%, a R$ 5,26. Segundo analistas, a sessão foi marcada por um movimento de liquidação de ativos de risco.
O movimento ocorre diante das incertezas sobre a duração e a magnitude do conflito no Oriente Médio, após a escalada de confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Como resposta, as cotações do petróleo dispararam ao longo do dia.
O contrato do Brent chegou a tocar US$ 85, com alta superior a 9% no pico de estresse, mas encerrou com ganho inferior a 5%.
Declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre eventual escolta de embarcações pela Marinha americana ajudaram a reduzir parte da tensão.
Nos dois primeiros pregões de março, a moeda americana acumula alta de 2,56%. Em 2026, a desvalorização do real, que superava 6% no fim de fevereiro, agora é de 4,08%.
O Citi informou que revisou sua recomendação para o real, de overweight (acima da média) para neutra. O banco destacou que houve aumento das posições compradas na moeda brasileira no primeiro trimestre, impulsionadas pelo diferencial de juros, conhecido como carry trade.
Segundo o Citi, o aumento dessas posições deixou o real mais sensível ao movimento recente de aversão ao risco.
O Bradesco afirmou que o impacto do petróleo sobre o câmbio depende do equilíbrio entre fluxo de capitais e apetite ao risco. O banco avalia que a valorização da commodity favorece a balança comercial e a conta corrente brasileira.
O Índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, rondava os 99 pontos no fim da tarde.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Entre as moedas emergentes, o real teve perdas inferiores às observadas em divisas como os pesos mexicano e chileno. Rand sul-africano e florim húngaro registraram quedas acima de 2,5%.
Em meio à alta do dólar, o Banco Central anunciou dois leilões de linha no valor total de R$ 2 bilhões. Pouco mais de um minuto após o anúncio, a autoridade monetária cancelou as operações, alegando erro na publicação em ambiente de teste.
Segundo operadores, não houve impacto visível na formação da taxa de câmbio. A avaliação é que o mercado à vista segue com liquidez adequada, reduzindo a probabilidade de intervenção do Banco Central no curto prazo.
O post Câmbio: Dólar dispara e fecha a R$ 5,26 com guerra no Oriente Médio apareceu primeiro em Monitor do Mercado.


