A Auren Energia (AURE3) registrou lucro líquido de R$ 354,7 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 363,6 milhões no mesmo período de 202A Auren Energia (AURE3) registrou lucro líquido de R$ 354,7 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 363,6 milhões no mesmo período de 202

Auren lucra R$ 354 milhões no 4º trimestre, mas fecha 2025 com prejuízo

2026/03/05 00:36
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A Auren Energia (AURE3) registrou lucro líquido de R$ 354,7 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 363,6 milhões no mesmo período de 2024, considerando o resultado proforma — que incorpora os números da AES Energia, adquirida em 2024.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,01 bilhão entre outubro e dezembro, alta anual de 13,5% na comparação anual. A receita líquida foi de R$ 3,8 bilhões no trimestre, crescimento de 5,6%.

A alta foi impactada pelo reconhecimento da indenização dos chamados “Investimentos Prudentes”, referentes a ativos da antiga Cesp. O pagamento foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no fim de 2024. No quarto trimestre, o efeito positivo foi de R$ 143 milhões.

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O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 432 milhões, ante despesa de R$ 547,3 milhões um ano antes. Os dados do balanço trimestral foram divulgados após o fechamento desta terça-feira (3).

Segundo Mateus Ferreira, vice-presidente de Finanças e RI, o resultado líquido segue influenciado pelo endividamento decorrente da aquisição da AES. A companhia afirma que mantém o plano de desalavancagem.

A dívida líquida encerrou 2025 em R$ 19,24 bilhões, alta anual de 1,7%. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, caiu para 4,8 vezes, ante 5,7 vezes um ano antes e 4,9 vezes no terceiro trimestre.

Resultado da Auren em 2025

Em 2025, porém, a Auren reportou prejuízo líquido de R$ 557,9 milhões, superior à perda de R$ 32,7 milhões registrada em 2024, também em base proforma.

Um dos principais fatores de pressão nos resultados foi o curtailment — restrição de geração de energia renovável por razões sistêmicas, como limitações na transmissão. O impacto foi de R$ 529,5 milhões em 2025, sendo R$ 451,8 milhões na fonte eólica e R$ 77,6 milhões em outras fontes.

Parte das perdas foi compensada por ganhos com modulação — estratégia que aproveita variações horárias de preços no mercado à vista. Esses ganhos somaram R$ 195,9 milhões no ano, sendo R$ 70,4 milhões no quarto trimestre.

A companhia aguarda regulamentação da Lei 12.269/2025, que trata da compensação parcial do curtailment. O Ministério de Minas e Energia já realizou consulta pública sobre o tema.

O Ebitda ajustado somou R$ 3,97 bilhões, avanço de 19,9% frente a 2024. A receita líquida atingiu R$ 13,18 bilhões, crescimento de 17,1% na comparação anual.

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Sinergias com a AES superam projeções

A Auren concluiu a aquisição da AES Brasil em outubro de 2024. No quarto trimestre de 2025, as sinergias recorrentes com a incorporação geraram economia de R$ 66 milhões na linha de PMSO (Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outras despesas).

Em 2025, as sinergias somaram R$ 278,7 milhões, acima da projeção anual de R$ 250 milhões e mais que o dobro da estimativa inicial de R$ 120 milhões divulgada à época da aquisição.

Nos ativos eólicos incorporados, a disponibilidade média atingiu 95%, um ano antes do planejado. Segundo a companhia, cada ponto percentual adicional de disponibilidade representa cerca de R$ 20 milhões em receita.

Avaliação de analistas

O Citi avalia que o lucro trimestral foi impulsionado por despesas financeiras menores que o esperado. Ajustado por itens não recorrentes, o resultado teria sido um prejuízo de R$ 134 milhões. O banco tem recomendação neutra e preço-alvo de R$ 12,50.

Já o Itaú BBA considera que o Ebitda ajustado veio em linha com o esperado, com impacto negativo do curtailment e do risco hidrológico (GSF), parcialmente compensado por ganhos de modulação e redução de PMSO. O banco também tem recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 11,37.

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