Após iniciar o ano com mudanças relevantes na carteira de dividendos, o BTG Pactual abriu mão dos ativos da B3 (B3SA3) e Sanepar (SAPR11), dando lugar ao setor de energia e ativos de segurança para compor a carteira do mês de março, selecionando Prio (PRIO3) e Aura (AURA33), em meio à valorização do petróleo com os conflitos no Oriente Médio.
Além dessas apostas, o banco segue de olho nos retornos que a OdontoPrev (ODPV3) pode proporcionar no contexto do IPO reverso do Bradesco na Bolsa brasileira.
A estratégia do BTG ao incluir a Prio (PRIO3) na carteira de dividendos de março inclui o aproveitamento do movimento de alta do petróleo no cenário dos conflitos no Oriente Médio.
Na análise do banco, embora nesse momento não haja perdas diretas na produção, as interrupções logísticas devem criar um atraso significativo nos fluxos globais de comércio de petróleo bruto, mantendo os preços elevados por mais tempo, o que consequentemente tende a valorizar as ações de empresas do setor de energia.
O BTG considera ainda que deve obter bons retornos, contando que o primeiro óleo de Wahoo deve ser um marco positivo claro para a história da empresa; evento que, somado aos resultados do quarto trimestre de 2025, deve proporcionar uma melhoria significativa no desempenho operacional.
A escolha da Aura (AURA33) para o mês de março traduz a necessidade de até os grandes bancos investirem em ativos de segurança e buscarem a diversificação do portfólio.
Segundo o BTG, as ações da Aura são “a única forma pura de obter exposição ao ouro dentro do Ibovespa. Essa opção tem como destaque fundamentos favoráveis de longo prazo, como tendência de desdolarização, demanda estável do Banco Central e dos ETFs, além de o ouro ser um ativo de segurança em tempos de incerteza global.
Numa análise micro da empresa, o BTG se apoia sobre o histórico de crescimento visível no longo prazo, com a perspectiva de que a Aura quase dobre a produção nos próximos anos (600koz). Além disso, pesam sobre a aposta de investimento o yield esperado de 6 a 8% ao longo do ciclo de investimento, além do baixo nível de alavancagem (dívida líquida/EBITDA em 0,3x) e risco reduzido de ativos únicos, à medida que a empresa continua a diversificar sua base de ativos.
O banco considera que a relação Preço/Valor Patrimonial Líquido (P/NAV) confortavelmente acima de 1x é alcançável, apoiada pelas perspectivas de crescimento e pela melhoria da liquidez.
O anúncio sobre a reorganização societária do Bradesco na última sexta-feira (27) para criação do conglomerado de saúde por meio da OdontoPrev no maior IPO reverso da história da B3 fez o BTG buscar uma fatia do prêmio que deve vir com a estreia da BradSaúde na Bolsa.
A nova empresa que substituirá a listagem da OdontoPrev na B3 consolidará a Bradesco Saúde (seguro saúde), o negócio odontológico e os investimentos do Bradesco no segmento hospitalar por meio da Atlântica Hospitais, além da sua participação na Fleury.
A escolha OdontoPrev (ODPV3) é pautada na possibilidade de obter bons proventos por meio da diversificação de uma grande empresa no setor de saúde, que pode nascer já valendo cerca de R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões, segundo estimativa do mercado.
Em fevereiro, a carteira de dividendos recomendada pelo BTG Pactual apresentou performance de 6,5%, frente aos 4,4% do IDIV e 4,1% do IBOV.
Desde o dia 8 de novembro de 2019, a carteira acumula rentabilidade de 171,2%, contra 116,5% do IDIV e 75,4% do IBOV.
Confira a performance por ação em novembro:
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