Após dois pregões de alta, o dólar fechou esta quarta-feira (4) em queda de 0,89%, a R$ 5,22. A moeda americana recuou em um movimento de recuperação de ativos de risco no exterior. O alívio ocorreu com a redução dos temores de um conflito mais amplo e duradouro no Oriente Médio.
O petróleo, considerado termômetro das expectativas, apresentou oscilações moderadas. A commodity havia avançado mais de 9% em momentos recentes, mas passou a moderar os ganhos.
Investidores continuam de olho no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu garantir o tráfego de embarcações na região.
A Casa Branca informou que trabalha em um plano para assegurar a segurança do estreito.
Mais cedo, surgiram informações sobre possíveis canais de negociação entre Irã e Estados Unidos, posteriormente negadas por autoridades iranianas. Fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal afirmaram que o Irã teria capacidade de promover ataques com mísseis por apenas mais alguns dias.
No exterior, o Índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recua próximo do fim da tarde, aos 98,793 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Na sexta-feira (6), será divulgado o relatório de emprego dos EUA, conhecido como payroll. O desempenho pode alterar as apostas sobre os próximos passos da política monetária.
O Banco Central (BC) informou que o fluxo cambial em fevereiro foi positivo em US$ 5,429 bilhões. Houve entrada líquida de US$ 2,906 bilhões pelo canal financeiro, que inclui investimentos estrangeiros em renda fixa e bolsa.
Em 2026, o fluxo total é positivo em US$ 10,496 bilhões, com ingresso de US$ 9,128 bilhões pelo canal financeiro. No mesmo período de 2025, o saldo era negativo em US$ 7,5 bilhões.
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