O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (4) em alta de 1,24%, aos 185.366,44 pontos, acompanhando a melhora das bolsas em Nova York e a recuperação de ações do setor financeiro.
A alta dos bancos, que foram pressionados ontem pela aversão a risco, sustentou o índice. BTG Pactual subiu 4,14%, enquanto o Itaú (PN) avançou 1,42% e o Santander Brasil (Unit), 2,20%. Já o Bradesco ON e PN tiveram ganhos de 1,09% e 1,44%, respectivamente.
Apesar da alta do dia, o Ibovespa acumula recuo de 1,81% na semana e no mês. No ano, a valorização é de 15,04%.
O conflito no Oriente Médio continua como fator de risco para os mercados. Em fala ao Broadcast, Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, disse que enquanto não houver clareza sobre a magnitude e extensão da guerra, os investidores tendem a manter postura cautelosa.
O principal ponto de atenção é o preço do petróleo. Os contratos futuros de petróleo fecharam próximos da estabilidade, com foco no tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% dos hidrocarbonetos consumidos no mundo.
Medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajudaram a reduzir temores de interrupção total do fluxo.
A Casa Branca informou que as forças americanas já atingiram mais de 2 mil alvos iranianos desde o início das operações, com objetivos que incluem neutralizar a capacidade militar e nuclear do Irã.
Na direção oposta, os papéis da Vale caíram 0,46%, enquanto os da Petrobras (ON -0,72% e PN -1,10%) fecharam em queda de 0,72% (ON) e 1,10% (PN). O movimento ocorreu mesmo com a virada do petróleo no exterior durante o dia.
Entre as maiores altas do dia ficaram Pão de Açúcar (+14,67%), Braskem (+13,72%) e Magazine Luiza (+5,89%). Já entre as quedas, ficaram Raízen (-13,04%), Assaí (-3,35%) e Suzano (-1,34%).
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