A Keeta demitiu funcionários no Rio de Janeiro na 3ª feira (3.mar.2026). A empresa chinesa de delivery adiou na 5ª feira (26.fev) o início das operações na cidade, que estavam previstas para o início de março, para focar em disputas judiciais contra suas concorrentes iFood e 99Food.
A S&P (Standard & Poor’s) Global Ratings rebaixou a classificação de crédito da Meituan, controladora da Keeta, no mesmo dia das demissões. A nota passou de A- para BBB+. A agência de classificação de risco indicou que a companhia deve reduzir o ritmo de expansão da Keeta.
Em nota, a Keeta confirmou desligamentos no Rio, sem detalhar a quantidade, mas afirmou que manterá 1.200 postos, focados em São Paulo, e reiterou o investimento de R$ 5,6 bilhões em 5 anos no Brasil.
A empresa diz que concentra esforços na melhoria dos padrões de serviço antes de expandir geograficamente no país. A Keeta afirma que pretende resolver questões estruturais que dificultam a concorrência no segmento de delivery brasileiro. No momento, a empresa chinesa opera entregas em São Paulo e na Baixada Santista, litoral de SP.
Ao Poder360, o CEO global da Keeta, Tony Qiu, disse na 5ª feira que optou pelo adiamento das operações do Rio depois de comprovar que mais da metade dos restaurantes com mais de 5 estabelecimentos físicos na região estão impedidos de fecharem um contrato com a Keeta por causa de acordos de exclusividade com o iFood e a 99Food. Qiu afirma que esses acordos são ilegais, descumprindo uma decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Eis a íntegra da nota da Keeta:
“A Keeta decidiu adiar o lançamento no Rio de Janeiro para focar na melhoria dos padrões de serviço do mercado para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros, o que inclui resolver questões estruturais que inibem a concorrência saudável no segmento de delivery brasileiro, antes de avançar com a expansão geográfica no país. Em razão disso, a empresa realizou desligamentos na equipe localizada no Rio.
“A Keeta vai manter todos os seus 1.200 postos de trabalho existentes, focando no desenvolvimento das operações na região de São Paulo, e reafirma seu compromisso de longo prazo com o Brasil e o investimento de R$ 5,6 bilhões em 5 anos. A empresa continuará trabalhando com parceiros locais, autoridades e restaurantes para defender um mercado de delivery aberto, competitivo e sustentável, promovendo um ambiente que estimule inovação, concorrência justa e crescimento, em benefício de consumidores, restaurantes e entregadores parceiros”.


