O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retomou o ritmo de alta nesta quarta-feira (4), acompanhando o alívio nos mercados internacionO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retomou o ritmo de alta nesta quarta-feira (4), acompanhando o alívio nos mercados internacion

Morning Call: Escalada da guerra no Oriente Médio impulsiona nova alta do petróleo

2026/03/05 20:17
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), retomou o ritmo de alta nesta quarta-feira (4), acompanhando o alívio nos mercados internacionais e a recuperação de ações do setor financeiro. O índice encerrou o pregão com valorização de 1,24%, aos 185.366,44 pontos.

O movimento refletiu, em grande parte, a melhora do humor em Wall Street, após um dia anterior marcado por forte aversão ao risco. No Brasil, os papéis de bancos, que haviam sido pressionados na sessão anterior, lideraram a recuperação do índice.

Entre os destaques, o BTG Pactual subiu 4,14%, enquanto o Itaú avançou 1,42% (PN) e o Santander Brasil Unit registrou alta de 2,20%. O Bradesco também fechou no positivo, com ganhos de 1,09% (ON) e 1,44% (PN), ajudando a sustentar o desempenho do Ibovespa.

Apesar da recuperação, o cenário internacional continua no radar dos investidores. O conflito no Oriente Médio segue como um dos principais fatores de risco para os mercados globais. Em entrevista ao Broadcast, Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, afirmou que, enquanto não houver maior clareza sobre a magnitude e a duração da guerra, a tendência é de cautela por parte dos agentes financeiros.

Entre as blue chips, ações de maior peso no Ibovespa, a Petrobras registrou perdas de 0,72% (ON) e 1,10% (PN), apesar da virada do petróleo para alta no exterior ao longo do dia. Os papéis da Vale também terminaram o pregão no vermelho, com baixa de 0,46%.

No ranking das maiores altas do Ibovespa, Pão de Açúcar disparou 14,67%, seguido por Braskem, que avançou 13,72%. Na ponta oposta, Raízen liderou as perdas do dia, com queda de 13,04%.

No câmbio, o dólar encerrou o dia em queda relevante de 0,89% ante o real, cotado a R$ 5,22, em um movimento de recuperação de ativos de risco no exterior.

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No cenário internacional, os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã seguem no radar, completando o sexto dia de conflitos nesta quinta-feira (5).

A escalada do conflito no Oriente Médio voltou a pressionar o petróleo durante essa madrugada. A commodity retomou o movimento de alta mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretende garantir a segurança do tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz.

O governo do Irã anunciou que a rota estratégica está fechada para navios dos EUA, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais. A medida eleva o risco de restrições na oferta global de energia e tende a manter a volatilidade nas cotações da commodity.

Nos bastidores, porém, surgiram sinais contraditórios sobre o rumo do conflito. Segundo reportagem do The New York Times, integrantes do governo iraniano estariam negociando com a CIA uma possível saída diplomática para encerrar a guerra. Teerã, no entanto, reagiu rapidamente e classificou a informação como “completamente falsa”.

Em Washington, Trump enviou nesta quarta-feira uma carta ao Congresso defendendo a ação militar no Oriente Médio. No documento, o presidente afirmou que o conflito não tem data para terminar, embora tenha indicado nos últimos dias a expectativa de que a guerra dure cerca de quatro ou cinco semanas.

No Brasil, um dos destaques do dia é a nova pesquisa Datafolha, que deve testar cenários eleitorais para presidente e governadores, incluindo um eventual confronto entre Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas na disputa pelo governo de São Paulo.

Entre os indicadores econômicos, o foco está na divulgação da Pnad Contínua, que trará a taxa de desemprego do trimestre móvel encerrado em janeiro. A expectativa do mercado, segundo mediana apurada pelo Broadcast, é de que o índice suba para 5,4%, após 5,1% no trimestre anterior. As projeções variam entre 5,2% e 5,6%, e, se confirmada, será a primeira alta do desemprego em 10 meses.

A possível deterioração do mercado de trabalho ocorre em meio aos sinais de desaceleração gradual da atividade econômica. Apesar das pressões inflacionárias ainda presentes, o enfraquecimento do crescimento tem levado analistas a apostar no início de um ciclo de queda da taxa Selic pelo Copom ainda neste mês, movimento que pode ser conduzido com maior cautela diante das incertezas externas.

No campo político, o Senado aprovou na noite de quarta-feira, em votação simbólica e por unanimidade, o projeto que ratifica o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O texto agora segue para promulgação, avançando em um processo considerado estratégico para ampliar o comércio entre os dois blocos.

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Manchetes desta manhã

  • Caso Master: Relator da CPI quer ouvir alvos da operação da PF, mas priorizará quebras de sigilo (Valor)
  • INSS detecta novo consignado irregular operado por Master, como Credcesta, e vê indícios de fraude (Folha)
  • Shopee fecha maior locação de galpões do Brasil em busca de liderança em entregas rápidas (Estadão)
  • Irã lança ataque contra múltiplos alvos na região e Europa amplia esforços de defesa em 6º dia de guerra (O Globo)

Mercado global mostra recuperação em meio à guerra no Oriente Médio

As Bolsas da Europa operam em alta moderada, acompanhando a recuperação da sessão anterior, enquanto investidores monitoram o sexto dia do conflito no Oriente Médio.

No cenário econômico local, as vendas no varejo da Zona do Euro recuaram 0,1% em janeiro na comparação com dezembro, contrariando a expectativa do mercado, que previa alta de 0,3%. Os investidores também aguardam a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), em busca de sinais sobre os próximos passos sobre os juros na região.

Na Ásia, os índices se recuperaram na sessão desta quinta-feira, puxados pela Coreia do Sul, após a pior queda de sua história, provocada pela volatilidade ligada à guerra no Oriente Médio.

Nesse contexto, a China determinou que grandes refinarias suspendam exportações de diesel e gasolina diante do risco de interrupção no fluxo de petróleo da região.

No front econômico, o índice Xangai fechou em alta de 0,64% e o Shenzhen, de 1,23%, após as elites do partido em Pequim divulgarem suas metas econômicas e de desenvolvimento para 2026 entre 4,5% e 5%, a taxa de crescimento mais lenta desde 1991.

Em Nova York, os índices futuros operam em queda nesta quinta-feira (5), com investidores avaliando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: -0,10%
  • FTSE 100: +0,33%
  • CAC 40: +0,44%
  • Nikkei 225: +1,90%
  • Hang Seng: +0,28%
  • Shanghai SE Comp: +0,64%
  • Ouro (abr): +0,48%, a US$ 5.159,3 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): +0,11%, aos 98,882 pontos
  • Bitcoin: -1,28% a US$ 72.464,60
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Commodities

  • Petróleo: segue em alta em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio. Nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado e atingido um petroleiro de bandeira americana no norte do Golfo Pérsico.
    O Brent/maio valoriza 2,25%, negociado a US$ 83,23, enquanto o WTI/abril sobe 2,71%, a US$ 76,68
  • Minério de ferro: fechou em forte alta de 1,27% em Dalian, na China, cotado a US$ 110,09/ton.
    A alta foi impulsionada por medidas econômicas anunciadas pela China, que aumentaram o otimismo com a demanda por aço e minério de ferro, após o governo sinalizar estímulos ao consumo e ao setor imobiliário, além de restrições à superprodução de aço.

Cenário internacional

Nos EUA, a política comercial voltou ao centro das atenções do mercado. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo pretende elevar temporariamente a tarifa global de importação de 10% para 15%.

Segundo ele, a nova alíquota deve entrar em vigor ainda nesta semana. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump no fim de fevereiro, após a Suprema Corte barrar a aplicação de tarifas globais anteriores. As novas taxas terão validade de 150 dias, ampliando as tensões comerciais e adicionando um novo elemento de incerteza para o comércio internacional.

Na agenda de indicadores, os investidores acompanham nesta quinta-feira os pedidos semanais de seguro-desemprego e os dados do Bureau of Labor Statistics sobre custos da mão de obra, indicadores importantes para calibrar as expectativas sobre inflação e política monetária.

Na véspera, o Livro Bege, divulgado pelo Federal Reserve (Fed), apontou que a atividade econômica dos Estados Unidos segue crescendo em ritmo leve a moderado, enquanto os preços continuam avançando e o mercado de trabalho permanece estável. O documento serve como um dos principais termômetros para a próxima reunião de política monetária do banco central americano, marcada para daqui a duas semanas.

O dia também traz discursos relevantes de autoridades monetárias. A presidente do BCE, Christine Lagarde, participa de um evento às 14h, enquanto a vice-presidente de supervisão do Fed, Michelle Bowman, fala às 15h15 — declarações que podem trazer novos sinais sobre o rumo dos juros nas principais economias do mundo.

Cenário nacional

No Brasil, o destaque corporativo fica para o balanço da Petrobras, que será divulgado após o fechamento do mercado.

Segundo o Prévias Broadcast, a estatal deve registrar lucro líquido de US$ 3,14 bilhões no quarto trimestre de 2025, resultado 12,1% superior ao observado no mesmo período do ano anterior, mesmo com o preço do petróleo mais baixo no intervalo.

A possível decepção do mercado pode vir da distribuição de dividendos ordinários, que tende a ficar abaixo do nível visto em 2024. A expectativa é de cerca de US$ 1,3 bilhão, volume 18,75% menor na comparação anual, com estimativas variando entre US$ 1 bilhão e US$ 1,6 bilhão.

Na agenda econômica, o Ministério do Desenvolvimento divulga às 15h a balança comercial de fevereiro, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin.

A mediana das projeções aponta para superávit de US$ 4,12 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,34 bilhões em janeiro. As estimativas do mercado variam entre US$ 3 bilhões e US$ 4,6 bilhões, refletindo a expectativa de queda nas importações e avanço das exportações.

Também no radar está a participação do diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, Nilton David, que faz uma apresentação às 10h em evento promovido pelo Goldman Sachs, que pode trazer novos sinais sobre os próximos passos da política de juros no país.

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Destaques do mercado corporativo

  • Petrobras: recebeu novas indicações para o conselho de administração e firmou parceria para desenvolver software de inteligência artificial voltado à segurança de poços offshore.
  • Vale: o Ibama informou que não concedeu licença para a duplicação da Estrada de Ferro Carajás em trecho que atravessa terra indígena no Pará.
  • Raízen: avalia plano de capitalização com aporte de até R$ 4 bilhões e possível reestruturação da dívida.
  • GPA: ações dispararam após a companhia confirmar a contratação de consultores para reestruturar o endividamento.
  • B3: informou que a gestora BlackRock elevou sua participação para mais de 10% do capital.
  • IRB Brasil RE: informou ter recebido nova ação judicial com pedido de indenização de R$ 100 milhões.

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