A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou nesta quinta-feira (5) uma lista com 19 companhias de capital aberto que não enviaram documentos periódicos obrigatórios há pelo menos três meses.
Segundo a Superintendência de Relações com Empresas (SEP), as companhias consideradas inadimplentes pela CVM não entregaram o Formulário de Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP), que reúne as demonstrações financeiras anuais; o Formulário de Informações Trimestrais (ITR), com os resultados a cada trimestre; ou o Formulário de Referência (FRE), que traz informações sobre estrutura, riscos e governança.
Muitas das empresas na lista estão em recuperação judicial ou envolvidas em grandes escândalos. Confira:
Após somar mais de R$ 10 bilhões em dívidas, as ações da Ambipar (AMBP3) foram excluídas de todas as carteiras de índices que estavam presentes em 2025, antes da companhia entrar em recuperação judicial.
Três meses depois das investigações da Operação Carbono Oculto, a Arandu Investimentos (ARND3), antiga Reag Investimentos, alterou suas ações ordinárias negociadas na B3 para fugir dos holofotes.
No mesmo período em que as operações hoje investigadas por fraude entre o BRB e o Banco Master ganharam escala e complexidade, em 2024, o Banco de Brasília mais do que dobrou o valor pago à auditoria responsável por analisar suas contas — a Ernst & Young (EY) — que chegou a R$ 4,5 milhões.
As demonstrações financeiras daquele exercício, vale destacar, foram aprovadas sem ressalvas.
Os dados constam de documentos oficiais entregues pelo próprio banco à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e consultados pelo Monitor do Mercado. Eles mostram que, em 2024, o BRB destinou cerca de R$ 4,5 milhões a serviços de auditoria independente.
As ações da Oi (OIBR3; OIBR4) deixaram de ser negociadas de forma contínua em janeiro e passaram a operar exclusivamente por meio de leilão, com fechamento de negócios apenas ao fim da sessão, segundo informou a B3.
A medida foi aplicada porque a companhia não conseguiu reenquadrar o preço de seus papéis ao valor mínimo exigido (R$ 1) pelo Regulamento de Emissores da Bolsa brasileira, criado para mitigar riscos associados a ativos com baixa liquidez e alta oscilação.
A JiveMauá virou dona da Sequoia Logística e Transportes (SEQL3) após converter debêntures em ações e atingir 99,63% do capital social da companhia listada na Bolsa brasileira, segundo fato relevante enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicado há um mês.
Agora, a gestora detém 5,67 bilhões de ações ordinárias, resultado da conversão da 13ª emissão de debêntures, contratada em 1º de dezembro de 2025. Na prática, a operação transforma um credor em acionista controlador, alterando substancialmente a estrutura de capital da Sequoia.
A Teka (TEKA4) anunciou em setembro de 2025 um acordo entre a família Kuehnrich e o fundo Alumni, atual acionista controlador. A decisão encerra disputas societárias e cria condições para a continuidade do processo de reestruturação da companhia.
O entendimento prevê que a família Kuehnrich aporte imóveis de seu patrimônio, destinados a gerar recursos para o pagamento de dívidas trabalhistas. O fundo de investimento, por sua vez, seguirá responsável pela condução do processo de reestruturação, com foco na gestão e no fortalecimento das operações industriais e comerciais.
O post Ambipar, Arandu (ex-Reag), BRB, Oi: conheça as empresas que devem documentos à CVM apareceu primeiro em Monitor do Mercado.


